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Pecuária deve movimentar mais de R$ 42 bilhões em 2026, projeta Imea

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta que a pecuária de Mato Grosso deve movimentar cerca de R$ 42,1 bilhões em 2026, crescimento de 6,8% em relação ao ano passado, consolidando a atividade como um dos principais motores do agronegócio estadual.

Com esse desempenho, a pecuária tende a ampliar sua participação dentro do setor e responder por aproximadamente 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP), estimado em cerca de R$ 208,3 bilhões para a agropecuária do estado.

O avanço já começa a se refletir nos indicadores de produção. No primeiro trimestre de 2026, Mato Grosso registrou o abate de 1,8 milhão de bovinos, o maior volume da série histórica para o período, com alta de 6,7% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

O resultado é sustentado por um ambiente de mercado favorável, com arroba valorizada e demanda firme por animais terminados, tanto no mercado interno quanto nas exportações, garantindo fluidez na comercialização.

Outro fator que sustenta o crescimento é o ganho de eficiência dentro da porteira. A intensificação dos sistemas produtivos, aliada a investimentos em genética, nutrição e manejo, vem elevando a produtividade e a qualidade da carne produzida no estado.

Ao mesmo tempo, o setor já começa a indicar uma reorganização do ciclo pecuário. A retenção de fêmeas observada nas propriedades aponta para recomposição de rebanho, movimento que tende a equilibrar a oferta ao longo do tempo e dar sustentação aos preços.

Para o produtor, o cenário é positivo. A combinação de preços firmes, demanda consistente e maior tecnificação cria um ambiente mais favorável para planejamento e investimento ao longo do ano.

O crescimento da pecuária também ganha relevância dentro do agro estadual. Em um momento de margens mais ajustadas na agricultura, a produção animal avança e contribui para manter o desempenho global do setor em Mato Grosso.

A projeção do Imea reforça a posição do estado como um dos principais polos da pecuária brasileira e indica que, em 2026, o avanço da atividade deve seguir apoiado em produtividade, eficiência e demanda aquecida.

Fonte: Pensar Agro

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Nova safra de soja pode superar 22,6 milhões de toneladas, estima Deral

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A primeira estimativa para a safra 2026/27, divulgada nesta quinta-feira (27.09), aponta uma nova expansão da produção de soja, com 22,64 milhões de toneladas previstas, crescimento de 4% em relação ao ciclo atual. O avanço deve ocorrer praticamente sem aumento da área plantada, sustentado principalmente pela expectativa de maior produtividade nas lavouras.

A projeção foi divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e coloca a produtividade como principal fator para o crescimento esperado na próxima temporada.

A área destinada à soja está estimada em 5,76 milhões de hectares, apenas 0,5% acima dos 5,73 milhões de hectares cultivados em 2025/26. Já o rendimento médio deve passar de 3.802 para 3.930 quilos por hectare, avanço de aproximadamente 3,4%.

Se a previsão se confirmar, serão quase 840 mil toneladas adicionais de soja sem uma expansão proporcional das lavouras. O resultado reforçaria um movimento importante para o produtor em um momento de margens mais apertadas, no qual elevar a produção por hectare tende a ser mais relevante do que simplesmente aumentar a área cultivada.

A estimativa parte de uma base já elevada. Para 2025/26, o Deral calcula produção de 21,80 milhões de toneladas, 3% superior às 21,14 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A projeção praticamente não mudou em relação ao levantamento anterior.

O desempenho da próxima temporada, entretanto, ainda dependerá principalmente do clima. A projeção inicial trabalha com condições consideradas normais de desenvolvimento, enquanto o plantio e as fases mais importantes para definição da produtividade ocorrerão ao longo dos próximos meses.

Milho verão mantém produção acima de 4 milhões de toneladas

Para o milho da primeira safra, a expectativa é de estabilidade. A produção está projetada em 4,10 milhões de toneladas em 2026/27, apenas 1% abaixo dos 4,14 milhões de toneladas obtidos no ciclo atual.

A área, por outro lado, deve crescer 2%, passando de 365,7 mil para 373 mil hectares. A produtividade esperada é de 10.984 quilos por hectare.

O número chama atenção pelo elevado rendimento do milho verão, que permanece concentrado em uma área muito menor do que a ocupada pela segunda safra. A maior parte do milho paranaense é produzida depois da colheita da soja.

Na temporada 2025/26, o milho verão apresentou forte recuperação. As 4,14 milhões de toneladas representam crescimento de 36% em relação às 3,05 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

A segunda safra de milho, atualmente em fase final, também recebeu uma revisão positiva. O Deral elevou sua estimativa de 17,05 milhões para 17,32 milhões de toneladas, acréscimo de aproximadamente 270 mil toneladas em relação à previsão de julho.

Mesmo com a revisão, o volume permanece 3% abaixo das 17,90 milhões de toneladas obtidas em 2024/25. A área cresceu 3%, para 2,917 milhões de hectares, mas a produtividade caiu de 6.317 para 5.940 quilos por hectare.

Trigo perde área e produção

O quadro é menos favorável para o trigo. A estimativa para a safra 2025/26 caiu para 2,37 milhões de toneladas, redução de 18% frente às 2,88 milhões de toneladas do ciclo anterior.

A retração combina menor área e menor produtividade. O plantio recuou 11%, para 726,9 mil hectares, enquanto o rendimento médio está estimado em 3.259 quilos por hectare, ante 3.526 quilos na temporada passada.

A primeira fotografia da safra 2026/27, portanto, indica que a soja continuará ocupando praticamente a mesma área, mas poderá entregar uma produção maior. Para o produtor, o desafio será transformar o ganho esperado de produtividade em resultado financeiro num cenário em que custos de produção e preços recebidos continuam determinantes para a margem da atividade.

Fonte: Pensar Agro

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