Cultura
Teatro Glauce Rocha recebe trilogia sobre Grande Sertão: Veredas
Cultura
Para celebrar os 70 anos do livro “Grande Sertão: Veredas”, do escritor mineiro João Guimarães Rosa, o Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, leva ao palco três peças sobre a obra, que marcou época.

É uma trilogia interpretada pelo ator Gilson de Barros, indicado ao Prêmio Shell em 2023 pelo trabalho, e dirigida por Amir Haddad.
O projeto “Grande Sertão: Veredas – 70 Anos de Travessia” é uma reverência à obra considerada uma das mais importantes da nossa literatura, traduzida para diversos idiomas.
Publicada em 1956, a trama narra a história do ex-jagunço Riobaldo e sua paixão por outro cangaceiro, Diadorim, que depois é revelado como uma mulher. Tudo isso tendo como pano de fundo os conflitos e a vida no sertão.
A possibilidade de amor entre dois homens, na década de 50 do século passado, também é um ponto relevante da obra.
O ator Gilson de Barros, também idealizador do projeto, fala sobre o impacto de “Grande Sertão: Veredas” para a literatura.
“Ele está entre os 100 livros mais importantes do mundo no século 20. É um romance, mas que tem toda uma costura de existencialismo que torna o romance universal”.
Ele destaca ainda a importância desta iniciativa para a divulgação e melhor compreensão de Guimarães Rosa.
“Esse trabalho é fundamental para a gente dar substância para Guimarães Rosa na academia e desmistificar essa história de que ele é de difícil leitura, a gente mostrar o Guimarães Rosa pelo afeto. Esse é o meu trabalho e tem funcionado muito bem”.
Sobre a trilogia, Gilson de Barros explica que o diretor Amir Haddad, fundador do grupo “Tá na Rua”, reconhecido como Patrimônio Imaterial do Rio, optou pela apresentação de modo simples, centrado na força das palavras de Guimarães Rosa.
“Eu faço o personagem principal narrador que é o Riobaldo, né? E eu faço literalmente como é o livro, ele sentado como se fosse na varanda da fazenda dele, contando a história da vida dele para esse interlocutor, que no teatro é cada um dos espectadores. Isso eu devo totalmente ao grande mestre Amir Haddad. Não tem nada durante a peça de luz, de som, é luz branca e ele contando. Tem tudo para ser um espetáculo mais ou menos, mas não é”.
O projeto já percorreu diferentes palcos do Brasil e do exterior, com mais de 15 mil espectadores. Gilson de Barros celebra a receptividade…
“A recepção é maravilhosa. Primeiro, da mídia, porque todo mundo valoriza quem entra nessa obra e consegue tirar um produto artístico. Então, eu tenho grande cobertura de mídia. E o público ama quando vê aquele personagem que parece tão sofisticado, tão difícil de leitura, falar numa linguagem simples que todo mundo entende e todo mundo, principalmente, se emociona”
O projeto conta ainda com oficinas, exposição e rodas de conversa em universidades públicas e no Colégio Federal Pedro II.
A temporada no Teatro Glauce Rocha segue até o dia 24 de abril, com ingressos a preços populares, e valor máximo de R$ 40,00. Situado no coração da cidade, este importante espaço cultural carioca funciona de quarta a domingo .
Cultura
Tela Brasil: Lula lança plataforma com mais de 500 obras audiovisuais
Mais de 500 obras audiovisuais brasileiras disponíveis de forma gratuita. Isso é o que oferece a plataforma Tela Brasil, lançada neste sábado (30), pelo governo federal.

É o primeiro serviço público de streaming audiovisual, ou seja, vídeos sob demanda, do país. Entre as obras disponíveis estão curtas, longas e médias-metragens, filmes e séries, produzidos entre 1910 e 2025.
A seleção contempla diferentes formatos, períodos históricos, regiões do país e expressões culturais, como cinemas negros e indígenas, produções dirigidas por mulheres, conteúdos voltados à infância e juventude, além de obras ligadas à memória, à sustentabilidade, à justiça climática e às identidades culturais brasileiras.
Na cerimônia de lançamento da plataforma Tela Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que a ferramenta vai ajudar os brasileiros na compreensão do país.
“A Tela Brasil e o investimento em cultura que o Ministério está fazendo, a participação de vocês vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que que nós somos assim? Por que que nós fazemos assim? E a gente não tem nem informação de quanto a cultura representa pro desenvolvimento econômico, pro desenvolvimento profissional do nosso país. Cada coisa pequena, cada filme envolve milhares de pessoas, envolve centenas de pessoas trabalhando. Cada peça de teatro é centenas de pessoas, cada show musical é dezenas e centenas de pessoas. E a gente não tem dimensão. Mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”.
A ministra da cultura Margareth Menezes destacou que esse é um primeiro passo para fortalecer a soberania do povo por meio da cultura.
“Uma plataforma gratuita onde o povo brasileiro vai poder se ver, pesquisar, teremos ali uma diversidade grande da produção. Então, esse é o primeiro passo pra gente conseguir também fazer com que o povo se reconheça e fortalecer a nossa identidade, fortalecer o nosso audiovisual, fortalecer a soberania do nosso povo através da nossa cultura. É isso que o presidente falou: o povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, que as nossas histórias são lindas”.
Mais de 300 obras da Tela Brasil já têm recursos de acessibilidade como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras. As demais receberão os recursos ainda neste ano.
Além da oferta gratuita de conteúdo, a plataforma foi concebida para operar sem publicidade, sem cobrança de assinatura e sem rastreamento comportamental para fins comerciais.
O acesso à plataforma será por meio do site telabrasil.cultura.gov.br, com login pela conta Gov.br. As versões para os sistemas Android e IOS estarão disponíveis em até 30 dias.
Ainda durante cerimônia de lançamento da plataforma foi assinado um acordo de parceria entre o Ministério da Cultura e a EBC, Empresa Brasil de Comunicação, para permitir a integração gradual do acervo da TV Brasil à plataforma Tela Brasil.
Ao todo, mais de 150 títulos da emissora pública serão disponibilizados, somando mais de 3 mil horas de conteúdo audiovisual brasileiro.
O acordo também prevê que futuros licenciamentos realizados pela EBC possam incluir a exibição das obras na Tela Brasil, ampliando o acervo disponível ao público.
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