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Polícia Civil prende casal por receptação de veículos roubados e furtados

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Um casal surpreendido em posse de automóveis com registro de roubo/furto foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na segunda-feira (30.3), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERRFVA).

Com o suspeito de 41 anos e a mulher de 27, foram encontrados um veículo Ford F4000, furtado no mês de fevereiro e uma caminhonete MMC Triton, produto de roubo, ocorrido no mês de novembro de 2025. Eles foram autuados em flagrante por receptação.

As investigações iniciaram após a equipe de investigadores da DERRFVA receber denúncias de que na região do Assentamento da Cabocla, próximo a divisa de Nossa Senhora do Livramento e Poconé, havia um desmanche de carros.

Na região indicada, os policiais confirmaram a veracidade da denúncia, encontrando os dois veículos. Em continuidade às diligências, os policiais chegaram ao casal de receptadores. Um terceiro suspeito que estava no local, aos avistar os policiais fugiu para uma região de mata.

Diante das evidências os dois veículos foram apreendidos e os suspeitos encaminhados à DERRFVA, onde foram interrogados pelo delegado Raphael Guerra e autuados em flagrante pelo crime de receptação, sendo posteriormente liberados mediante pagamento de fiança, no valor de um salário-mínimo para cada.

Segundo o delegado, a ação integra os esforços contínuos da DERRFVA no combate ao crime organizado especializado em crimes patrimoniais, com foco no desmantelamento de estruturas de receptação e desmanche de veículos no Estado de Mato Grosso.

“As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os demais envolvidos e os eventuais mandantes da atividade criminosa”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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