Cultura
Alcântara estreia uso de recursos do Rouanet Nordeste
Cultura
A cidade de Alcântara, no Maranhão, é o primeiro município brasileiro a apresentar na prática como estão sendo aplicados os recursos públicos do programa especial de fomento à cultura Rouanet Nordeste. O programa, lançado em 2025, é uma ação do Ministério da Cultura que disponibiliza R$ 40 milhões para 126 projetos culturais da região Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo.

Neste fim de semana, o Festival Itinerante AfroSom vai levar manifestações da música regional afro-nordestina para apresentações gratuitas no município de Alcântara, no Maranhão.
O Grupo Coco Marajá do Cajueiro, Moleques do Samba e a banda de reggae Barba Branca se apresentam, a partir das seis da tarde, na Praça da Matriz.
Como parte da programação, também está prevista a Oficina de Dança Afro e Encantarias, ministrada por Zayda Moraes, mestra em artes, na sede da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial, sábado, às nove da manhã.
Programação e expansão do AfroSom
O projeto segue até outubro e percorrerá outras nove cidades maranhenses: Caxias, Raposa, São José de Ribamar, Pirapemas, Estreito, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Pinheiro e a capital, São Luís.
Em cada cidade, o projeto seguirá sempre o mesmo formato: apresentações culturais envolvendo gêneros como reggae, tambor de mina, tambor de crioula e bumba-meu-boi; e uma oficina artística formativa nas áreas de capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana e patrimônio cultural da região.
Trinta grupos, bandas e coletivos musicais, além de dez DJs selecionados por curadoria, integram a iniciativa maranhense vinculada ao Rouanet Nordeste.
A ação quer garantir que mestras e mestres transmitam saberes ancestrais, fortaleçam tradições regionais e ampliem o acesso de jovens a essas referências, além de estimular a economia criativa de cada cidade que sediar o AfroSom.
No perfil afrosomfest, no Instagram, haverá atualização da programação em cada cidade e também o link com os formulários para acessar as oficinas.
Além desse, o Maranhão ainda irá executar outros sete projetos. Entre os estados vinculados ao Programa Rouanet Nordeste, Pernambuco lidera o número de iniciativas selecionadas, com 28 propostas; seguida da Bahia, com 19.
Cultura
Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta
A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.
A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi.
Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.
Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
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