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Fortaleza tem programação especial para celebrar a Data Magna

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O feriado estadual da Data Magna, celebrado nesta quarta-feira (25), no Ceará, relembra um importante fato histórico brasileiro: a abolição da escravidão no estado, em 1884, quatro anos antes da Lei Áurea. Em alusão à data, a cidade de Fortaleza terá uma programação especial, parte dela concentrada no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Entre os destaques, estão o lançamento, a partir das 16h30, do projeto Ventos de Liberdade, uma experiência imersiva em realidade virtual aumentada instalada em um totem interativo que permite aos visitantes acessar, por meio de celulares e tablets, cenas digitais que reconstroem momentos marcantes da luta abolicionista no Ceará.

Já a partir das 19h, o projeto Se Achegue! Cinema na Praça! realiza uma sessão gratuita e ao ar livre, no espaço aberto Largo da Matilde, do documentário A Rebelião dos Jangadeiros, dirigido por Cíntia Medeiros e Demitri Túlio. O documentário revisita o episódio histórico protagonizado por jangadeiros cearenses que se recusaram a transportar pessoas escravizadas para navios com destino ao Sul e Sudeste do país, tornando o gesto coletivo símbolo do movimento abolicionista do final do século XIX.

Às 19h30 tem o lançamento da segunda edição ampliada do livro Ceará Negro e outros temas de África, do escritor Flávio Paiva. A celebração encerra com o show, também batizado de Ceará Negro, reunindo três cantoras afrobrasileiras, de gerações distintas, Adna Oliveira, Di Ferreira e Mallu Viturino.

História

A programação acontece no Centro Dragão do Mar, que reverencia em seu nome o líder abolicionista cearense Chico da Matilde.

A Data Magna simboliza um processo histórico de resistências e mobilizações contra o sistema escravocrata, entre os quais está a atuação dos jangadeiros, que bloquearam o porto de Fortaleza para o tráfico marítimo de escravizados, em 1881, sob liderança inicial do liberto José Luiz Napoleão e, posteriormente, de seu companheiro de luta Francisco José do Nascimento, que entrou para a história como o Dragão do Mar.
 


Fonte: EBC Cultura

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Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana

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No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.

“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”


Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação
Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação

Salvador (BA), 02/07/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação – Gov BA/Divulgação

A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.

“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”

Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
 


Fonte: EBC Cultura

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