Cultura

Salvador recebe festival de artistas de rua; confira a programação

Publicado em

Cultura

A programação do Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia começa nesta sexta-feira (13) e segue até o próximo domingo (15), em Salvador, depois de passar pelos municípios de Jequié e São Felipe.

Esta 19ª edição reúne 20 nomes de grupos e artistas brasileiros e do exterior ligados ao teatro, dança, bonecos, marionetes, circo, artes plásticas e música, que irão se apresentar gratuitamente e com garantia de interação com o público, marcas registradas do evento.

Entre os estrangeiros convidados estão artistas da Argentina, Colômbia, Estados Unidos e Guiné Bissau.

Além das apresentações, o festival terá ações formativas e atividades interativas para o público. O circuito “Circo para todos”, por exemplo, coordenado por Alexis Ayala, da Companhia Circonstance, convida a garotada para experimentar o mundo das acrobacias, trapézio, malabares e arame. Já a artista Gleice Ferreira irá promover uma vivência sobre Grafismo Indígena, utilizando materiais naturais como o urucum e o jenipapo.

Haverá ainda a equipe do Camapet, com uma oficina de reciclagem que transforma resíduos plásticos em brinquedos e objetos utilitários.

As apresentações e oficinas acontecem na Fábrica Cultural, que fica na Rua da Penha, no Largo da Ribeira; nesta sexta e sábado das 19h às 22h e no domingo das 17h às 21h.

A programação está disponível no site: festivalderua.com.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana

Publicados

em

No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.

“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”


Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação
Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação

Salvador (BA), 02/07/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação – Gov BA/Divulgação

A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.

“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”

Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA