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Exportações de ovos fecham fevereiro com faturamento de R$ 32,1 milhões

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As exportações brasileiras de ovos mantiveram ritmo de crescimento em fevereiro, impulsionadas pela abertura de mercados e pela maior demanda externa. No mês, os embarques somaram 2.939 toneladas, volume 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e incluem tanto ovos in natura quanto produtos processados.

Em termos de receita, as vendas externas alcançaram cerca de R$ 32,1 milhões em fevereiro, resultado 25,1% maior que o obtido no mesmo mês de 2025. O desempenho reflete não apenas o aumento do volume exportado, mas também a valorização dos produtos embarcados.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras no mês, o destaque ficou para o Chile, que importou 767 toneladas, registrando crescimento expressivo de 156,8% na comparação anual.

Também figuram entre os maiores compradores os Emirados Árabes Unidos, com 531 toneladas, o Japão, com 524 toneladas, e o México, que adquiriu 284 toneladas no período.

O avanço das vendas ao exterior tem sido favorecido pela diversificação de mercados, com expansão especialmente em países da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina, regiões que vêm ampliando a participação nas compras do produto brasileiro.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de ovos alcançaram 6.025 toneladas, volume 23,4% maior que o registrado no mesmo intervalo de 2025.

A receita obtida com os embarques no período chegou a aproximadamente R$ 65,4 milhões, o que representa crescimento de 37,9% em relação ao primeiro bimestre do ano passado.

Segundo avaliação da própria Associação Brasileira de Proteína Animal, o desempenho reflete o avanço gradual da presença internacional da cadeia produtiva de ovos do Brasil.

A ampliação do número de destinos e a competitividade do produto brasileiro têm permitido ao setor consolidar espaço no comércio global, movimento que tende a ganhar força à medida que novos mercados se abrem para as proteínas de origem avícola produzidas no país.

Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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