Cultura
Parque da Cidade de Belém é reaberto com atrações natalinas após COP30
Cultura
O período natalino promete ser bem animado em Belém, capital do Pará. Isso porque a cidade vai receber diversas atrações gratuitas neste fim de ano.

No Parque da Cidade, local que recebeu a COP30, a Conferência da ONU sobre o Clima, a programação que conta com apresentações culturais, feira de artesanato, cortejos e uma árvore de natal com 30 metros de altura. A programação segue até 6 de janeiro, sempre de terça a domingo, das 8h ás 22h; e segunda das 18h até 22h.
Além dessas atrações, o Parque da Cidade, neste fim de semana, vai ser palco de apresentações musicais gratuitas.
Outros espaços da capital paraense tambem têm programação especial para celebrar o Natal. O Parque Linear da Doca e a Praça Batista Campos vão receber, neste domingo, a visita do Papai Noel.
A Estação das Docas vai contar com cortejos temáticos, atrações musicais e a presença do bom velhinho. A programação começa neste fim de semana segue até a próxima terça-feira e também no feriado de Natal, na quinta-feira,
No Portal da Amazônia, neste sábado, tem a festa de encerramento do Natal com a chegada do Papai Noel, cortejo pelo parque e apresentações musicais.
Lembrando que alguns pontos da capital ainda vão continuar com iluminação e atrações natalinas.
A programação completa pode ser consultada no portal oficial do governo do estado do Pará, no endereço: agenciapara.com.br.
*Com supervisão de Fabiana Sampaio
Cultura
Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado (29)
DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si
anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda
Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.
Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.
Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento
“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”
A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.
Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.
Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.
Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.
Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.
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