Mato Grosso
Estudante com deficiência visual quebra barreiras e disputa Jogos Olímpicos da Rede Estadual
Mato Grosso
A estudante e nadadora Maria de Almeida, 17 anos, da Escola Estadual João Brienne de Camargo, em Cuiabá, tornou-se símbolo de inclusão nos Jogos Olímpicos da Rede Estadual de Ensino (JORE) ao competir, pela primeira vez, na categoria convencional mesmo tendo apenas cerca de 15% de visão. Os jogos reúnem na Capital mais de 5.500 estudantes e professores de diversas regiões do estado, até o domingo (14).
Atleta paralímpica e dona de resultados expressivos nacionais em 50 metros livre, ela garantiu sua participação no evento esportivo promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
A professora de Sala de Recursos, Laís da Hungria, relata que para marcar a conquista da estudante, a escola produziu camisetas com a frase “Estou nadando e quebrando barreiras”.
“Quebramos barreiras enormes, mas ainda precisamos de um olhar mais sensível. Incluir não é só colocar o estudante no espaço escolar. É todo mundo trabalhar para que isso aconteça. No Estado avançamos muito nesse quesito”, completa a professora.
“É minha primeira competição na natação convencional. Já conquistei medalhas no paraolímpico, sendo bronze nos 50 metros livre representando Mato Grosso; três pratas no nacional sub-20 e três ouros no estadual. Aqui no Jore é outra experiência”, diz.
Antes de competir, a estudante faz o reconhecimento da piscina e ainda tem o apoio, durante a prova, do seu técnico com o tapper, uma vara com uma bola de tênis na ponta usada para tocar a nadadora com objetivo de alertá-la sobre a aproximação da borda.
Sobre o significado da inclusão, ela é direta: “É muito importante participar junto com todo mundo. Me sinto mais incluída, mais feliz. Não fica aquela sensação de estar à parte”.
Entre os treinos três vezes por semana e a rotina escolar, Maria afirma que o esporte melhora até o desempenho acadêmico. “Ajuda na concentração e a gente fica mais focada”.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, acompanhou parte das provas do Jore e destacou que a política educacional do Estado é estruturada para garantir participação plena de todos os estudantes.
“O JORE é um evento que reafirma nosso compromisso com a inclusão. Nenhum estudante pode ser impedido de participar por causa de uma deficiência e a nadadora Maria é um exemplo para todos nós”, disse o secretário.
Segundo ele, o esporte é uma ferramenta de desenvolvimento, autoestima e pertencimento. “A experiência desta estudante mostra que estamos no caminho certo”, completou Alan Porto.
JORE
Nesta edição, o JORE reúne 5.572 estudantes e 418 professores das 12 Diretorias Regionais de Educação e da Diretoria Metropolitana. As disputas ocorrem até 14 de dezembro em modalidades como basquete, judô, vôlei de areia, futmesa e handebol distribuídas por diversos complexos esportivos e escolas estaduais de Cuiabá.
Todas as partidas contam com arbitragem oficial da Federação Mato-grossense de Desporto Escolar. A premiação inclui medalhas para atletas e professores e troféus para as escolas campeãs.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.
Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.
“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.
Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.-
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