Mato Grosso
Livro sobre Mulheres na História Africana em Mato Grosso será lançado nesta terça-feira (9)
Mato Grosso
A obra ilustrada “Mulheres na História Africana em Mato Grosso”, que reúne as trajetórias de Tereza de Benguela, Mãe Bonifácia e Maria Taquara, será lançada nesta terça-feira (9.12), às 19h, na Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá.
Escrito e ilustrado pela historiadora Cristina Soares, o livro foi contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) na “Premiação Marília Beatriz” – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab).
O lançamento marca a chegada da versão impressa da obra, que valoriza a memória, a ancestralidade e o protagonismo feminino negro em Mato Grosso, trazendo três mulheres fundamentais para a história do estado. A primeira edição foi produzida em 2021, em formato digital.
O roteiro de “Mulheres na História Africana em Mato Grosso” foi organizado por Everson Constantino, e a diagramação é de Hernane Beltrão. A editora Kofa é responsável pela publicação da versão impressa.
Fruto do Mestrado Profissional em História, de Cristina Soares, o livro traz as trajetórias narradas por meio de pesquisa, texto e arte visual.
“A escolha da universidade como espaço do evento é um reconhecimento da importância institucional da UFMT, que abraçou e possibilitou essa pesquisa”, destaca a historiadora.
O evento de lançamento terá o formato de um sarau, reunindo coletivos, artistas, cantores, autores, poetas e toda a comunidade. Além de apresentações artísticas, haverá o compartilhamento de obras das autoras Bruna Baldo, Ayla Rangel e Daiene Rayssa, e do Coletivo JuMtos.
“A proposta é transformar o momento em um encontro de celebração e pertença, aproximando a comunidade externa da universidade e fortalecendo a circulação de produções culturais produzidas por mãos negras, indígenas e mato-grossenses”, finaliza Cristina Soares.
Premiação Marília Beatriz
A “Premiação Marília Beatriz” foi promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) por meio de edital da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Com o objetivo de premiar obras literárias e projetos de fomento à literatura em Mato Grosso, a seleção pública contou com R$ 575 mil de investimento total.
O edital homenageia a professora e escritora Marília Beatriz de Figueiredo Leite, incentivadora da literatura, que morreu em 2020, em decorrência da covid-19.
“A Premiação Marília Beatriz simboliza o reconhecimento da qualidade artística e literária de autores do nosso Estado. Mais do que parabenizar e agradecer, premiamos livros e projetos que enriqueceram a cena cultural mato-grossense, entre as quais essa valiosa obra de Cristina Soares”, destaca o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.
Serviço:
Lançamento do livro “Mulheres na História Africana em Mato Grosso”
Quando: terça-feira (9.12), às 19h
Local: prédio do Sintuf, na UFMT, em Cuiabá (atrás da Biblioteca Central)
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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