Polícia
Polícia Civil localiza “cemitério” do tráfico em Confresa
Polícia
Uma investigação da Polícia Civil de Confresa levou à descoberta de um “cemitério” clandestino supostamente usado por integrantes de uma facção criminosa que atua no município e em toda a região do Araguaia.
A ação policial de identificação do local foi realizada, por volta das 9 horas, desta quarta-feira (2.12), em uma área de mata, cerca de 22 km de distância do perímetro urbano de Confresa. No local, os policiais desenterraram dois corpos, ainda não identificados. Um deles estava com a cabeça desvinculada ao corpo.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar o suporte técnico-pericial, incluindo análise do terreno, coleta de evidências, registro fotográfico e demais procedimentos necessários para garantir integridade e valor jurídico aos elementos colhidos.
“A ação reafirma o compromisso da Polícia Civil em desarticular facções criminosas, proteger a sociedade, elucidar práticas de extrema gravidade e fortalecer a segurança pública de toda a região”, disse a delegada responsável pela condução da investigação, Karen Makrakis.
Investigação
A ação é resultado de um conjunto de levantamentos investigativos realizados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa que, ao longo dos últimos meses, reuniu informações qualificadas, recebeu denúncias, analisou movimentações suspeitas e consolidou elementos de inteligência que apontavam para a possível existência de um ponto de desova na região.
Esses dados indicavam que uma área de mata situada na Cachoeira da Onça estaria sendo utilizada como local clandestino para ocultação de cadáveres, possivelmente vinculados a conflitos internos e execuções ordenadas pela facção.
Cemitério clandestino
No ponto indicado, as equipes descobriram sinais de enterramentos clandestinos e localizaram dois corpos que ainda aguardam identificação.
Todo material encontrado foi encaminhado à Politec, que dará continuidade aos exames periciais necessários. A investigação segue agora focada na identificação das vítimas, o que dependerá de análises técnicas, exames laboratoriais e confronto genético.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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