Cultura

Conheça a história da árvore de Natal, símbolo das festas natalinas

Publicado em

Cultura

A menos de um mês para o Natal, a pergunta que não quer calar é: já decorou a sua árvore? Não há exatamente uma data certa para isso, mas a tradição cristã é de montar a árvore no primeiro domingo do Advento, palavra que vem do latim e significa “chegada”. Trata-se do período de preparação espiritual e expectativa, que antecede o Natal, e em 2025, se celebra neste dia 30 de novembro.

Mas nem sempre foi assim! A realidade é que a igreja católica tem um papel fundamental na construção dos rituais como conhecemos hoje. Ao longo do tempo, foram incorporadas à festa culturas diversas, com objetivo de cristianizar e catequizar os pagãos. Um bom exemplo disso é o próprio dia 25 de dezembro. Não se tem registro do momento exato em que Cristo veio ao mundo em nenhuma escritura bíblica.

O professor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rui Aniceto, explica que foi só durante o século 4 que o imperador Constantino, convertido ao cristianismo, fixou a tão famosa data do Natal.

O mesmo aconteceu com a árvore, símbolo das festividades natalinas. Por esta relação com os elementos da natureza, ela ganhou espaço como elemento sagrado em muitas culturas no mundo. O próprio Cristianismo possui ligação direta com elas, conforme relembra Rui Aniceto.

Porém, ainda não há consenso histórico de quando ou qual nação incorporou primeiro a árvore de Natal à celebração do nascimento de Jesus Cristo. O que se tem são registros que apontam os povos da região, onde hoje é a Alemanha, como os responsáveis por propagar a tradição consolidada desde o século XVI a países como a Inglaterra, e, depois ao mundo. 

Inclusive, reza a lenda que o pai do protestantismo Martinho Lutero teria sido o primeiro a decorar a árvore mais ou menos da forma que conhecemos hoje. O professor Rui Aniceto conta mais sobre esse processo de popularização.

Aqui no Brasil, o primeiro registro de uma árvore de Natal data de 1824, na comunidade alemã de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Rui Aniceto destaca que a tradição das árvores de natal surge de uma lógica cristã, mas não católica, e sim ligada ao protestantismo.

Sendo de um lugar ou de outro, a árvore se tornou um grande símbolo do espírito natalino, comovendo corações pelo mundo inteiro até os dias atuais.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta

Publicados

em

A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.

A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi

Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.

Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA