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Idosos de Cuiabá recebem certificados de alfabetização em cerimônia do programa Mais MT Muxirum

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Aos 70 anos, Antônio Ferreira, morador do bairro Tijucal, subiu ao palco com as mãos trêmulas para receber o certificado que esperou por toda a vida. “Eu esperei a vida inteira por este momento. Quando recebi o certificado, minhas pernas até tremeram. Hoje eu posso ler o nome das ruas do meu bairro, posso assinar meus papéis e isso para mim não tem preço”, disse, emocionado.

Sentada no meio do salão aguardando a sua vez de receber o tão sonhado certificado, dona Sílvia Marisa, de 66 anos, que mora em um sítio no distrito de Aguaçú, também comemorava. “No meu sitio eu acordava todos os dias de madrugada para estudar, e valeu a pena. Nunca imaginei que, com a minha idade, eu estaria aqui recebendo um certificado. Foi um sonho guardado por décadas. Hoje ele virou verdade”, contou, segurando o documento com as duas mãos.

Antônio e dona Sílvia foram dois dos 600 alfabetizandos certificados na noite desta segunda-feira (24.11), durante a solenidade do programa Mais MT Muxirum, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso. A cerimônia, promovida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME), reuniu alfabetizadores, coordenadores, gestores e familiares.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, classificou o momento como um marco de inclusão e transformação social. “Hoje celebramos dignidade e sonho realizado”, afirmou. “Ver esses idosos recebendo seus certificados com orgulho é algo que nos toca profundamente. São histórias de superação que mostram a força da educação na vida das pessoas”, completou.


Alan destacou que a alfabetização de jovens, adultos e idosos tem sido prioridade estratégica da Seduc-MT. “Esse resultado reforça a efetividade do Muxirum e o compromisso do Estado com a cidadania em todos os municípios”, disse.

Ele também lembrou que Mato Grosso atingiu, em 2025, a menor taxa de analfabetismo dos últimos 15 anos, chegando a 3,8%, abaixo da meta prevista para o ano. “Superamos o que havíamos planejado. O trabalho conjunto entre Estado, municípios, alfabetizadores e comunidade funciona e transforma vidas”, afirmou.

O secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge Fernandes, reforçou que o evento simboliza o impacto real das políticas públicas de alfabetização. “Cada pessoa que está aqui hoje venceu barreiras e provou que nunca é tarde para aprender. Nós nos emocionamos profundamente ao ver cada olhar de gratidão e conquista”, disse.

O Mais MT Muxirum opera em 142 municípios e conta com 149 coordenadores locais e 1.238 alfabetizadores, que recebem bolsas de incentivo. A metodologia prevê turmas reduzidas e aulas flexíveis, realizadas em escolas, igrejas, centros comunitários ou residências, conforme a realidade de cada comunidade.

Até dezembro, a Seduc estima 18 mil pessoas alfabetizadas pelo Mais MT Muxirum, com previsão de alcançar mais de 85 mil desde 2021.

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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