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Polícia Civil prende casal em flagrante por receptação e adulteração de caminhonete de luxo furtada em Cuiabá

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Um casal, envolvido em crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, no sábado (22.11), durante a Operação Caminhonete Segura, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), em Cuiabá.

O casal foi flagrado em posse de uma caminhonete Toyota Hilux SW4, avaliada em mais de R$ 300 mil, que havia sido furtada na última quinta-feira (20), no Centro de Cuiabá.

Os policiais da DERFVA realizavam diligências para apurar o furto da caminhonete, quando receberam informações de que o veículo estaria escondido em um imóvel, em um bairro da capital.

Em buscas pelo bairro, os policiais conseguiram visualizar uma caminhonete Toyota Hilux SW4 preta, bastante suja, sem placa dianteira e com a placa traseira adulterada. Após inspeção do veículo, foi constatado tratar-se da caminhonete furtada.

No local, os policiais localizaram a mulher, que confessou que o marido era o responsável por levar a caminhonete até a quitinete. O homem, que trabalha em um açougue, foi localizado pela equipe e confessou que recebeu o pagamento de R$ 1 mil pelo transporte do veículo. Diante dos fatos, o casal foi preso em flagrante pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Em audiência de custódia, foi decretada a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do suspeito, que permaneceu custodiado. À mulher foi concedida liberdade provisória mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 1 mil.

Segundo o delegado Raphael Guerra, as investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os demais envolvidos, incluindo o autor do furto e o mandante da adulteração.

A Operação Caminhonete Segura tem como objetivo intensificar a recuperação de caminhonetes furtadas ou roubadas na capital, combatendo crimes como receptação, adulteração de sinais identificadores e o desmanche de veículos desse tipo, que têm sido alvos frequentes de grupos criminosos especializados em crimes patrimoniais.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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