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Polícia Civil prende em flagrante autor de homicídio ocorrido em VG

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O autor do homicídio ocorrido na noite de quinta-feira (20.11), em Várzea Grande, foi preso pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá. O suspeito, de 52 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio.

A prisão ocorreu após a equipe da DHPP de Cuiabá ser acionada para fazer a liberação de corpo no Pronto Socorro de Várzea Grande, da vítima um homem de 44 anos.

Durante atendimento da ocorrência os policiais civis foram informados que o autor do crime também se encontrava na unidade de saúde, quando foi detido em flagrante.

De acordo com o delegado da DHPP, Rogério Gomes, o suspeito teria recebido em sua conta bancária um Pix no valor de R$ 950 realizado pela vítima por engano.

A vítima procurou o estabelecimento comercial do suspeito para pedir a devolução do dinheiro. Mas o suspeito devolveu apenas parte do valor, alegando que o banco havia descontado parte dos valores em decorrência de uma dívida.

O suspeito então pediu mais prazo à vítima para conseguir o dinheiro. Porém a vítima já inconformada compareceu no bar do suspeito junto com outras três pessoas, e passou a exigir a devolução do dinheiro.

Após iniciar uma agressão entre os envolvidos, o suspeito pegou uma faca golpeou a vítima. Em seguida o dono do bar que fica no bairro Capela Piçarrão, e que também estava ferido, foi socorrido e levado para o Pronto Socorro de Várzea Grande.

Ao ser interrogado, o autor alegou ter agido para se defender das agressões iniciadas pela vítima acompanhada das outras três pessoas.

Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido para as providências cabíveis e autuado em flagrante pelo crime homicídio. O autuado será apresentado para audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.

“As investigações prosseguem, de modo a coletar mais informações, e identificar e ouvir testemunhas objetivando ao completo esclarecimento do fato e suas circunstâncias”, destacou o delegado Rogério Gomes.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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