Mato Grosso
Vice-governador destaca apoio técnico do Estado aos municípios na melhoria da gestão dos serviços públicos
Mato Grosso
A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) e a Prefeitura de Lucas do Rio Verde oficializaram, na tarde desta quarta-feira (12.11), a assinatura do convênio de cooperação de regulação do saneamento básico no município.
O acordo estabelece que a Ager será responsável pela regulação e fiscalização dos serviços públicos de saneamento básico que incluem abastecimento de água potável, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos, prestados pela autarquia municipal Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
A cerimônia ocorreu em Cuiabá e contou com a presença do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do presidente regulador da Ager, Luis Nespolo, do diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento da Agência, Jossy Soares, e do prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz. Também participaram do ato os diretores da Agência, José Ricardo Elias, Wilber Norio Ohara e Aroldo de Luna Cavalcanti.
Durante a assinatura, o vice-governador Otaviano Pivetta destacou que o convênio reforça a política do Governo do Estado de apoiar tecnicamente os municípios que buscam aprimorar a gestão dos serviços públicos.
“O Estado, por meio da Ager, é parceiro para garantir transparência, equilíbrio e qualidade nos serviços de saneamento. É um trabalho técnico, planejado e conjunto, que traz segurança para o município e benefícios diretos à população”, afirmou.
O presidente da Ager, Luis Nespolo, ressaltou a importância do convênio para o fortalecimento da regulação no Estado e para a melhoria contínua dos serviços públicos. Segundo ele, a medida está alinhada ao Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei Federal nº 14.026/2020), que estabelece metas para a universalização do acesso à água potável e à coleta e tratamento de esgoto até 2033.
“A Ager contribui para a evolução da política pública de saneamento básico, provendo segurança jurídica por meio do controle, regulação e fiscalização, o que permite aos municípios viabilizar o acesso a investimentos públicos e privados para o alcance das metas de universalização do saneamento básico”, disse Nespolo.
Foto por Antonio Pinheiro/Secom-MT
Já o prefeito Miguel Vaz ressaltou que a parceria com a Agência representa um avanço significativo para o município.
“Fiz uma visita à Ager e constatei que sua estrutura e corpo técnico seriam os mais adequados para Lucas do Rio Verde. O município ainda enfrenta muitos desafios, entre eles o avanço no saneamento. Embora já tenhamos praticamente 50% da rede tratada, ainda precisamos progredir. Nosso objetivo é universalizar o acesso à água potável e à coleta e tratamento de esgoto, e a Ager fará parte desse processo, dessa missão e desafio futuro”, destacou.
De acordo com o convênio, a Ager passa a exercer competências como regulação tarifária, fiscalização técnica e operacional dos serviços, acompanhamento do cumprimento das metas do Plano Municipal de Saneamento Básico, apoio técnico e administrativo à prefeitura e ao SAAE, além da atuação da Ouvidoria da Agência.
Por meio da Ouvidoria, a Ager será responsável por receber, apurar e encaminhar as reclamações, denúncias, sugestões e solicitações dos usuários dos serviços de saneamento, garantindo o retorno sobre as providências adotadas e fortalecendo o controle social e a transparência na gestão pública.
Antonio Pinheiro/Secom-MT
O diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento da Agência, Jossy Soares, enfatizou o papel da autarquia estadual e sua excelência na regulação dos serviços públicos concedidos.
“A regulação do saneamento em Lucas do Rio Verde pela Ager é uma medida muito adequada adotada pelo município. A Agência, pelo seu histórico de competência e pelos resultados recentes de excelência com que vem conduzindo a regulação dos serviços públicos, já tem sua capacidade reconhecida, o que se comprova pela nossa posição em quarto lugar no ranking nacional entre as agências reguladoras estaduais”, afirmou Jossy Soares.
“Regular o saneamento de Lucas do Rio Verde é especialmente significativo para mim, pois, como servidor da Funasa, acompanhei de perto o crescimento do sistema de água e esgoto do município. Hoje, como diretor da Ager, é uma grande satisfação retornar e ver a pujança de Lucas do Rio Verde, podendo contribuir novamente com um serviço público tão essencial, não apenas para o município, mas para todo o Estado de Mato Grosso”, completou o diretor.
Com vigência de dez anos, o convênio tem como objetivo assegurar a prestação de serviços adequados e promover o equilíbrio entre os interesses do poder público, dos usuários e do prestador de serviços. A partir da assinatura, a Ager passa a exercer o papel de entidade reguladora, acompanhando a execução e a qualidade dos serviços oferecidos à população.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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