LUCAS DO RIO VERDE
Do campo para o prato: Prefeitura investe mais de 89% dos recursos da merenda escolar na agricultura familiar em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
Em busca de oferecer uma combinação perfeita entre sabor e nutrição para os mais de 14 mil alunos da rede municipal de ensino de Lucas do Rio Verde, o cardápio da merenda escolar é composto por uma variedade de frutas, legumes e folhosos cultivados por produtores da região. Tudo isso é possível graças ao compromisso da Secretaria de Educação que investiu 89,4% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na Agricultura Familiar.
A iniciativa garante alimentos mais frescos e nutritivos, contribuindo para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis e fornecendo aos estudantes condições básicas para um bom rendimento escolar.
“A oferta de alimentos da agricultura familiar, além de estimular a produção local, garante produtos de melhor qualidade. Isso porque podemos trabalhar com a sazonalidade, o que favorece a maturação natural dos alimentos. Dessa forma, eles ficam mais doces e saborosos, sendo melhor aceitos pelos alunos. Além disso, essa oferta contribui para garantir a presença de fibras, vitaminas e minerais, conforme o que é preconizado pela legislação”, ressalta a nutricionista Vânia Haraki
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Ao adquirir os produtos da Agricultura Familiar, a Prefeitura valoriza os produtores da região e impulsiona a economia local, destinando pouco mais de R$ 1,5 milhão dos R$ 1,7 milhão repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para atender a alimentação escolar da rede municipal de Lucas do Rio Verde durante todo o ano letivo.
Dessa forma, o investimento da Secretaria de Educação na agricultura familiar supera em 59,4 pontos percentuais o mínimo de 30% exigido pelo PNAE, conforme estabelece a Lei nº 11.947/2009.
Vale lembrar que esse percentual mínimo será elevado para 45% a partir de 2026, de acordo com a Lei nº 15.226/2025.
Hoje, os alimentos da merenda escolar do município são fornecidos pela Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf) e pela Cooperativa de Desenvolvimento Agro-industrial de Tapurah (Coait).
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Entre os produtos entregues estão saladas (alface, couve-manteiga, repolho, almeirão e rúcula), legumes (abóbora, abobrinha, batata-doce, mandioca, pepino, entre outros) e frutas (abacaxi, banana, limão, melão, mamão e melancia), além de polpas de frutas utilizadas na produção de sucos naturais.
Essa iniciativa reforça o compromisso e o cuidado da gestão municipal e da Secretaria de Educação com a oferta de uma alimentação escolar de qualidade, nutritiva e saborosa, que contribui para o aprendizado e desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes de Lucas do Rio Verde. Ao mesmo tempo, valoriza o trabalho dos produtores da região e impulsiona a economia local.
LUCAS DO RIO VERDE
Pesquisa social sobre esgotamento sanitário teve início nesta terça-feira (13) em Lucas
Moradores de diversos bairros de Lucas do Rio Verde, contemplados pelas obras de esgotamento sanitário, começam a receber, a partir desta terça-feira (13), a visita de profissionais responsáveis pela realização de uma pesquisa social. A iniciativa integra o Projeto de Trabalho Social (PTS), vinculado às obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2023), e tem como objetivo conhecer o perfil das comunidades atendidas para orientar ações de informação, educação ambiental e conscientização sobre o uso adequado da rede de esgoto.
A pesquisa faz parte do projeto de implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário no município. Os moradores poderão responder ao questionário presencialmente, durante a visita dos pesquisadores, ou por meio de um link que será disponibilizado nos grupos dos bairros.
O levantamento reunirá informações socioeconômicas, como composição familiar, faixa etária, escolaridade, presença de crianças, idosos e pessoas com deficiência, além de dados sobre a participação em programas sociais. As informações contribuirão para identificar as características e necessidades das comunidades e subsidiar o planejamento das atividades do Trabalho Social.
As ações estão relacionadas às obras de implantação da Estação de Tratamento de Esgoto por Lagoas de Estabilização, no bairro Parque das Américas; à implantação de redes coletoras nos bairros Jardim Cerrado e Parque das Araras; e à construção da Estação Elevatória de Esgoto Bruto (EEEB) Chapada, no Parque das Araras.
O trabalho também abrangerá moradores de regiões que terão as redes coletoras ativadas após a conclusão das estruturas necessárias ao funcionamento do sistema. Estão previstas ações em parte dos bairros Parque dos Buritis, Loteamento Florais dos Buritis, Vida Nova, Parque das Araras, Jardim Cerrado e Parque das Américas, além da ativação integral da rede nos bairros Jardim Esperança (Pacaembu) e Jaime Seiti Fujii.
Orientação e educação ambiental
Além da pesquisa, o Trabalho Social prevê encontros com moradores, reuniões, palestras e outras atividades educativas. A proposta é informar a população sobre as etapas das obras, os benefícios da coleta e do tratamento de esgoto e os procedimentos necessários para conectar os imóveis à rede pública.
As orientações também abordarão o uso correto do sistema, incluindo os cuidados com o descarte de resíduos e a importância de não conectar a rede de drenagem pluvial, destinada à água da chuva, à rede de esgoto. Essas medidas ajudam a prevenir problemas operacionais, reduzir os riscos de contaminação ambiental e contribuir para a saúde pública.
Nas regiões em que o serviço de esgotamento sanitário será ativado, os moradores também receberão informações sobre a necessidade de realizar a ligação domiciliar à rede pública, os procedimentos para a desativação das fossas e a utilização adequada do novo sistema, conforme as orientações técnicas aplicáveis.
A iniciativa também fortalece o diálogo entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e a população, contribuindo para a sustentabilidade dos investimentos em saneamento e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.
“Todo esse trabalho é fundamental para que possamos dar andamento na grande demanda de universalização do esgoto, que é fundamental para que a gente consiga melhorar as questões de saúde pública. O esgoto, é fundamental que ele seja tratado e destinado ao local correto”, observa o supervisor do Saae, Marcelo Reckzield.
Os profissionais responsáveis pela pesquisa são contratados pela empresa FAS Consultoria e Projetos e estarão devidamente identificados com uniforme e crachá durante as visitas aos moradores.
“Por meio da pesquisa vamos montar as atividades do trabalho técnico-social. É importante que as famílias recebam os pesquisadores e respondam o questionário”, ressaltou a técnica responsável Letícia Albuquerque.
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