Polícia
Polícia Civil prende homem por tentativa de homicídio, posse de arma de fogo, furto e receptação
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Um homem com mandado de prisão foi preso em flagrante Polícia Civil, na manhã de quarta-feira (29.10), em Rondonópolis, pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, posse de arma de fogo de uso restrito, furto e receptação.
Com a prisão definitiva expedida pela Justiça do Estado de Goiás por furto, o suspeito, de 36 anos, foi preso pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município de Rondonópolis. Vários produtos furtados também foram recuperados.
As diligências iniciaram após um furto qualificado mediante arrombamento ocorrido em uma conveniência, na madrugada do dia 28, no bairro Serra Dourada. A vítima relatou que o suspeito serrou a grade do local e subtraiu quantia em dinheiro, garrafas de bebidas alcoólicas destiladas, perfumes, pacotes de cigarros de diversas marcas, além de outros itens.
Durante investigação foi possível através das câmeras de segurança do comércio descobrir que o autor do furto utilizava, no dia do crime, uma motocicleta Honda Titan de cor azul.
Em seguida os policiais civis foram até um endereço no bairro Jardim Guanabara, onde localizaram a motocicleta utilizada no crime e visualizaram o suspeito dentro de uma das quitinetes.
Ao notar a aproximação da equipe policial, o homem, armado com uma pistola, efetuou disparos contra os agentes. Após intensa negociação, ele se rendeu e foi preso sem apresentar lesões corporais.
Com ele foram apreendidos uma pistola calibre .40 com cinco munições intactas, uma motocicleta utilizada no furto, celulares, além de recuperada parte dos produtos furtados da conveniência. Na ocasião foi verificado que a arma de fogo possuía registro de furto ocorrido em setembro deste ano.
O homem foi autuado em flagrante delito e dado cumprimento ao mandado de prisão definitiva expedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Goiânia (GO), decorrente de condenação com pena restante de três anos em regime fechado.
Após a confecção dos autos e as providências cabíveis, o preso foi colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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