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Polícias Civil e Militar prendem autor de feminicídio e homicídio de casal em Marcelândia

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O autor do crime de feminicídio e homicídio, ocorrido no município de Marcelândia, teve o mandado de prisão preventiva cumprido, nesta sexta-feira (24.10), em ação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar, que seguiam as buscas incessantes pelo suspeito, desde o dia do crime.

O suspeito de 58 anos, ex-marido de uma das vítimas, foi localizado em um barraco em uma região de mata, onde também foi apreendida a arma utilizada no crime.

O crime, que vitimou Fátima da Silva Barbosa Guimarães, de 42 anos e Flávio da Silva Batista, 41 anos, ocorreu no dia 11 de outubro em um bar em Marcelândia. Na ocasião, o suspeito se aproximou do casal, que estava de costas quando recebeu as primeiras facadas.

Flávio sofreu uma lesão fatal no peito, no coração, e Fátima sofreu três perfurações na região do abdômen. Após o crime, o acusado fugiu em um Sandero prata. As vítimas chegaram a ser socorridas e levadas para o hospital, mas não resistiram aos ferimentos.

Desde o momento em que o crime foi registrado, as forças de segurança atuaram de forma ininterrupta na coleta de informações e na realização de diligências em diversas áreas de mata da região. Dias após o crime, os policiais localizaram e apreenderam o veículo utilizado pelo suspeito na fuga.

As equipes continuaram os trabalhos de inteligência e, a partir de denúncias anônimas, identificaram pegadas em uma área de mata, semelhantes às encontradas próximas ao veículo. Durante os trabalhos, os policiais chegaram até um barraco isolado, onde o suspeito foi localizado.

Durante a tentativa de abordagem, o suspeito desobedeceu à ordem policial e novamente tentou fugir para dentro da mata, mas acabou sendo contido e preso. Questionado, o suspeito levou os policiais até outro barraco, próximo a um rio, onde foram encontrados alguns pertences pessoais e uma faca, que teria sido usada no crime.

Após ter o mandado de prisão cumprido, ele foi conduzido à delegacia de Marcelândia, para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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