Polícia Federal
Nota – Operação Eclesiastes
Polícia Federal
Belém/PA. A Polícia Federal vem a público esclarecer, de forma transparente e responsável, os fatos relacionados ao cumprimento de mandados judiciais no âmbito da Operação Eclesiastes. A ação foi deflagrada com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicaram movimentações superiores a R$ 1 bilhão em um complexo esquema de ocultação de valores.
Em uma das diligências, foi dado cumprimento a um mandado de prisão em desfavor de um dos líderes de organizações criminosas do tipo narcomilícia, atuante ainda em grupos de extermínio, tráfico internacional de entorpecentes, contrabando e ocultação de patrimônio oriundo de atividades ilícitas.
Desta forma, no dia 8/10, amparada por mandado de prisão expedido pela Justiça Federal e em estrita observância aos preceitos legais, a Polícia Federal ingressou na residência em que se encontrava este alvo de alta periculosidade para dar cumprimento ao mandado judicial.
Conforme fala do Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues: “A equipe cumpriu o mandado de busca e apreensão na residência desse investigado e também cumpriu mandado de prisão. Nessa noite o investigado não foi para sua residência, foi para a residência de uma terceira pessoa. Nossa equipe identificou e na manhã seguinte deu cumprimento ao mandado de prisão no local onde o efetivo e real alvo da operação estava localizado. Aqui eu desfaço qualquer desinformação em relação a equívoco de endereço ou de pessoas.”
Durante a execução da medida judicial, um jovem que se encontrava na residência se deparou com a equipe tática em um dos corredores do imóvel. De forma inesperada, ele teria avançado contra o primeiro agente, desferindo-lhe um golpe e tentando alcançar sua arma de fogo. Diante da ameaça à integridade dos policiais, houve reação imediata, com uso proporcional da força, fato que infelizmente ocasionou na morte do jovem.
Ressalte-se que o homem preso é amplamente conhecido por todas as forças de segurança pública, em razão de sua extensa ficha criminal e de seu histórico de atuação violenta. A diferença de idade, compleição física e traços faciais entre o investigado e o jovem é absolutamente evidente, o que torna inverossímil a alegação de confusão.
A Polícia Federal instaurou inquérito policial para apurar todas as circunstâncias do ocorrido. Foram realizadas perícia no local do incidente, a apreensão das armas utilizadas para realização de exames forenses e as oitivas das pessoas envolvidas, sob acompanhamento do Ministério Público Federal e supervisão do Poder Judiciário.
O Diretor-Geral afirmou ainda que “lamentamos esse ocorrido, mas temos a confiança de que o sistema de justiça criminal funcionará, nós já instauramos Inquérito Policial para apurar isso, fizemos perícia de local por peritos vindos inclusive de Brasília, preservando todo o ambiente, fizemos a apreensão das armas para fazer perícia balística, ouvimos todas as pessoas envolvidas e vamos, sob o controle do Ministério Público e sob o crivo do Poder Judiciário, esclarecer cabalmente todo esse episódio.”
Importante salientar que foram realizados exames no corpo da vítima por peritos criminais federais no Instituto Médico Legal, com acompanhamento de servidores da Polícia Científica do Pará.
Como medida de praxe e com foco na preservação do efetivo, os policiais diretamente envolvidos na ocorrência ficarão afastados de atividades operacionais por tempo indeterminado.
A Polícia Federal lamenta profundamente o desfecho da ocorrência, reitera sua confiança nas instituições de controle e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a elucidação completa da verdade real.
Comunicação Social da Polícia Federal no Pará
[email protected]
@pf.para
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Comissão de Fiscalização reforça controle das contas públicas
No primeiro semestre de 2026, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 67 proposições, realizou 11 reuniões e promoveu quatro audiências públicas.
A CFAEO exerce papel estratégico no processo legislativo, especialmente na análise de proposições relacionadas às finanças públicas, arrecadação, despesas, dívida pública, contratos e instrumentos de planejamento do estado.
Entre as 67 proposições encaminhadas à comissão no primeiro semestre estão 39 projetos de lei; 11 emendas a projetos de lei; nove substitutivos integrais; seis projetos de lei complementares; e dois projetos de resolução.
Além da análise das proposições, a comissão realizou 11 reuniões, sendo uma de instalação e posse dos membros, uma ordinária e nove extraordinárias, para apreciação de matérias, análise de pareceres, deliberação sobre proposições e acompanhamento de demandas relacionadas à execução orçamentária e financeira de Mato Grosso.
A atuação da comissão também foi marcada pela realização de quatro audiências públicas, destinadas à apresentação das metas fiscais pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e das metas físicas e do Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao segundo exercício do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
As audiências públicas integram os mecanismos de transparência da ALMT e permitem que informações sobre receitas, despesas, metas e resultados sejam apresentadas e debatidas com a sociedade.
Audiência pública para apresentação das metas físicas referentes ao 2º semestre de 2025, realizada em maio.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O relatório registra ainda a aprovação de quatro Leis Ordinárias, uma Lei Complementar e duas Resoluções. Entre as normas de destaque, está a Lei nº 13.346/2026, que autoriza o Poder Executivo a conceder financiamento à Associação dos Camelôs do Shopping Popular.
Outro resultado relevante foi a Lei nº 13.467/2026, que alterou a legislação do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT) e prorrogou a vigência em caráter transitório. Conforme destacado no relatório, a medida contribui para assegurar a continuidade da destinação de recursos à saúde pública até o início da vigência da Reforma Tributária Nacional.
A comissão também concentrou esforços para melhorias à área social. O relatório destaca a derrubada do Veto Total nº 32/2026, aposto ao projeto que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (TACIN) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Mato Grosso (Lei nº 13.491/2026).
Além da análise de proposições, a CFAEO acompanhou as contas públicas, os instrumentos de planejamento e a execução orçamentária de Mato Grosso. “Tivemos mais um semestre bastante produtivo. Para o segundo semestre, temos as audiências públicas das peças orçamentárias, tanto da LDO quanto da LOA, e também das Metas Físicas e Metas Fiscais, conforme cronograma de audiência pública da Assembleia”, disse o consultor do Núcleo Econômico, Ricardo Araújo de Andrade.
Para o calendário do segundo semestre, já estão previstas as seguintes atividades:
24/09 – Audiência pública de apresentação das Metas Fiscais – Sefaz, referente ao 2º quadrimestre de 2026, às 14h.
15/10 – Audiência pública de apresentação das Metas Físicas – Seplag, referente ao 1º semestre de 2026, às 9h e às 14h.
12/11 – Lei Orçamentária Anual, às 14h.
Fonte: ALMT – MT
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