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Festa de Cosme e Damião é celebrada por diferentes religiões

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A festa dos santos Cosme e Damião é uma comemoração de origem cristã, mas que no Brasil foi influenciada por tradições de matriz africana, celebrada no dia 27 de setembro pela população dessas religiões e no dia 26 pela Igreja Católica. Pároco da Igreja de São Cosme e São Damião do bairro da Liberdade, em Salvador (BA), o padre Carlos Augusto Cruz, conta que o martírio dos santos gêmeos é lembrado neste dia.

“A devoção aos santos Cosme e Damião foi trazida pelos portugueses e se desenvolveu através de um forte sincretismo religioso com as religiões de matrizes africanas. A Igreja Católica entende e respeita, e celebra os santos como um grande testemunho de fé.”

A historiadora e sacerdotisa da Umbanda, Mônica Barbosa, explica como começou esta relação entre os santos católicos e os orixás Ibejis. 

“No Brasil, os africanizados eram proibidos de cultuar os seus deuses e as suas deusas. E aí, nesse momento, que começa a existir o que chamamos hoje de sincretismo. Esse culto começa a ser transposto para os Ibejis que são orixás no Candomblé, orixás iorubás. E por Ibejis serem os orixás gêmeos, São Cosme e São Damião passaram a ser sincretizados com os Ibejis.”


Salvador (BA), 27/09/2024 - Cosme e Damião e o prato de Caruru de Cosme. Foto: Jonas Santana/Gov da Bahia
Salvador (BA), 27/09/2024 - Cosme e Damião e o prato de Caruru de Cosme. Foto: Jonas Santana/Gov da Bahia

Salvador (BA), 27/09/2024 – Prato de Caruru de Cosme. – Jonas Santana/Gov da Bahia

Nas festividades das religiões de matriz africana é comum a distribuição de doces para crianças e o tradicional caruru, que tem origem em um prato africano preparado com quiabo sem carne nem pimenta e oferecido aos Ibejis.

“Lá pelo século XVII vão sendo introduzidas nesse prato as balinhas. Primeiro foi bala de cana, bala de mel, e aí foi caminhando, caminhando até ser essa festa de doces. Tem lugares que, inclusive, no dia de Cosme e Damião, se dá doces e não o prato de caruru.”


Fonte: EBC Cultura

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Galerias, curadores e colecionadores se encontram na Art.Pe, em Recife

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Recife será um grande ponto de convergência entre galerias, projetos especiais, instituições, artistas, editores, curadores e colecionadores da arte contemporânea a partir desta quarta-feira (14). É que a capital pernambucana sedia até o próximo domingo a quinta edição da Art.Pe – a Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco, um espaço que abriga um recorte da arte pós-moderna brasileira em diferentes linguagens.

O pavilhão de mais de 5 mil metros quadrados, no Recife Expo Center, reúne 75 expositores, incluindo 55 galerias de todas as regiões do Brasil, com atuação nacional e internacional, e ainda dois espaços para produções de arte da Argentina e Portugal.

o Art.Pe recebe também projetos especiais, instituições culturais, editoras e livrarias com novidades da arte contemporânea.

O espaço também abriga lojas de museus da Região Nordeste. Os participantes apresentam ao público as novidades do mercado da arte — pinturas, esculturas, fotografias, desenhos, gravuras, objetos em cerâmica, artes têxteis, entre outras.

Outro destaque da programação é a Arena BNB Cultural, que irá promover leituras individualizadas de portfólio de artistas do Nordeste, prêmios, lançamentos editoriais, momentos culturais e, principalmente, conversas sobre temas relevantes para o setor, conduzidas por convidados com diferentes atuações no campo artístico.

O acesso ao público na quarta-feira acontece das 17h30 às 21h. De quinta a sábado, de 13h às 21h.  E no domingo entre 12h e 19h. 

A programação dia a dia e as orientações de acesso disponíveis na página artpe.art.br.


Fonte: EBC Cultura

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