Polícia
Operação da Polícia Civil mira grupos especializados em fraudes eletrônicas contra figuras públicas
Polícia
A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (26.9), a Operação “Conexão Criminosa”, visando desarticular duas associações criminosas independentes e envolvidas na prática de fraudes eletrônicas contra personalidades públicas do estado de Mato Grosso.
As investigações, conduzidas de forma concomitante pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), embasaram os mandados expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá.
Ao todo foram cumpridos seis mandados judiciais, entre ordens de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo telemático. Os endereços alvos são em Cuiabá e Várzea Grande.
Conforme o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, as diligências referem-se a dois inquéritos que tramitam na unidade especializada para apurar os crimes praticados por meio eletrônico contra uma mesma vítima.
“Os indícios apontam até o momento que se trata de dois grupos, os quais atuam de forma distintas, porém agem com o modus operandi quase que idênticos. Os suspeitos são investigados pelos crimes de estelionato qualificado por meio de fraude eletrônica e associação criminosa”, destacou o delegado.
O trabalho operacional tem como objetivo apreender aparelhos celulares, chips, documentos falsos e outros instrumentos utilizados nos golpes, além de identificar novos envolvidos na associação criminosa.
A Operação Conexão Criminosa, coordenada pela DRCI, contou com apoio das equipes das Delegacias Especializadas em Crimes Fazendários (DEFAZ) e de Combate à Corrupção (DECCOR).
Alvo 1
Uma das frentes da investigação busca desarticular o grupo que vinha aplicando golpes contra uma empresa do ramo da construção civil, ligada a figuras públicas do Estado de Mato Grosso.
Em um dos crimes, o criminoso se passou por uma das sócias da empresa e tentou, sem sucesso, induzir, via aplicativo do WhatsApp, o funcionário da empresa a realizar transferências bancárias para uma conta de terceiros.
Durante diligências, a DRCI identificou uma complexa rede de aliciamento de pessoas para a “venda” de suas contas bancárias, usadas para receber valores provenientes dos golpes.
Os indícios apontam o envolvimento de um casal suspeito de aplicar os golpes e coordenar a aquisição das contas de “pessoas laranjas”. Ambos possuem diversas passagens policiais, inclusive por tráfico de drogas.
Os policiais civis também identificaram uma outra mulher, a qual seria responsável por manipular os dados cadastrais das contas bancárias negociadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Alvo 2
O segundo inquérito foi instaurado após a tentativa de golpe contra uma autoridade estadual. Em março de 2023, criminosos utilizaram a foto de um familiar dessa autoridade na tentativa de solicitar uma transferência de valores via Pix por meio de uma mensagem de WhatsApp.
De acordo com a DRCI, o crime partiu de suspeitos de uma mesma família, que utilizavam um imóvel em Várzea Grande como ponto central para as operações fraudulentas.
Os membros do núcleo familiar utilizavam dados falsificados para abrir contas bancárias e criar perfis falsos em aplicativos de mensagens, demonstrando uma estrutura organizada para a prática de crimes.
Continuidade
Todo material apreendido na Operação “Conexão Criminosa” será analisado e submetido a perícia, bem como subsidiarão as diligências que seguem em andamento para conclusão das investigações.
A Polícia Civil de Mato Grosso reforça o compromisso no combate aos crimes cibernéticos, os quais causam grandes prejuízos à sociedade.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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