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Polícia Civil indicia homem que matou mulher na UFMT por feminicídio e estupro

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A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou, nesta terça-feira (23.9), o homem suspeito de matar Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, pelos crimes de estupro e homicídio qualificado na forma de feminicídio. Ele também é apontado como um estuprador em série.

Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) reuniram elementos consistentes, como laudos periciais, exames de DNA e oitivas de testemunhas, que apontam a prática de violência sexual contra a vítima, que foi seguida pelo feminicídio.

Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pela condução do inquérito policial, diante da gravidade concreta dos fatos e da periculosidade do investigado, também foi feita a representação junto ao Poder Judiciário pela conversão da prisão temporária em prisão preventiva, medida considerada como necessária para a garantia da ordem pública e para a continuidade das investigações.

“A Polícia Civil de Mato Grosso reafirma seu compromisso no combate à violência contra a mulher e seguirá empenhada na elucidação completa dos crimes, bem como na responsabilização de seus autores”, enfatizou o delegado.

Crime e prisão

Solange Aparecida Sobrinho foi assassinada no dia 23 de julho, em uma área desativada do campus da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá. A vítima foi abordada pelo suspeito, estuprada e, em seguida, assassinada.

Amostras coletadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encontraram vestígios de DNA masculino no corpo de Solange, inclusive por debaixo das unhas, e também em uma bituca de cigarro.

As investigações da DHPP e as análises da Politec identificaram o DNA do suspeito como sendo o mesmo encontrado em outros dois estupros e um feminicídio na capital.

O primeiro crime, que envolveu feminicídio e estupro, foi cometido no ano de 2020, no bairro Parque Ohara. O segundo estupro foi praticado no ano de 2021, no Bairro Tijucal. O terceiro estupro ocorreu em 2022, no bairro Jardim Leblon.

Durante a consulta aos sistemas de segurança pública, foi encontrado o nome do suspeito, que havia sido preso por ter cometido o estupro ocorrido no Bairro Tijucal, em 2021. Com a identificação, o estuprador em série foi preso pela DHPP no dia 29 de agosto, no interior da própria Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), possivelmente buscando outra vítima.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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