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Batalhão Ambiental da PM fecha garimpo e local de extração ilegal de madeira em duas cidades

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Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental prenderam seis pessoas e apreenderam máquinas utilizadas para práticas de crimes ambientais, nas cidades de Novo Mundo e Brasnorte. Com os suspeitos, foram apreendidas uma escavadeira hidráulica, um trator e dois caminhões, uma motoserra e 25 metros cúbicos de madeira.

Durante Operação Amazônia, as equipes policiais identificaram, por meio de monitoramento via satélite, uma área de vegetação com sinais de extração de recursos minerais, na zona rural de Novo Mundo.

Ao chegar no local, as equipes localizaram um barraco de lona que servia como base do garimpo ilegal e também escavadeira hidráulica. Durante buscas pelos suspeitos, os policiais abordaram um homem, que confirmou trabalhar no local e que recebia uma porcentagem do valor da extração dos minérios.

Questionado sobre a presença de outras pessoas, o garimpeiro relatou que tinha mais dois homens escondidos na mata, que foram localizados, sendo um deles identificado como o gerente operacional. Todos foram encaminhados para a delegacia. A escavadeira foi apreendida e transportada para a Secretaria Municipal de Obras do município.

Na segunda ação, na cidade de Brasnorte, após denúncia de desmatamento monitorada via satélite, a equipe policial se deslocou até uma fazenda para verificar os fatos.


Ao chegar ao local, os militares constataram a veracidade e localizaram um homem portando uma motosserra, além de um trator e mais dois suspeitos conduzindo caminhões reboque e semirreboque.

Questionado sobre o desmatamento, o suspeito afirmou não possuir licença para desmate na área. Em relato aos policiais, um dos motoristas do caminhão se identificou como proprietário das máquinas e relatou que foi contratado para a extração de madeiras, totalizando 25 metros cúbicos.

Os suspeitos foram detidos e encaminhados para a delegacia. Toda a madeira foi apreendida e os maquinários foram encaminhados para a Secretaria de Infraestrutura da cidade.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar, em qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, pelos números 190 ou 0800-065-3939.

Fonte: PM MT – MT

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Justiça recebe ação do MPMT sobre contratações em Feliz Natal

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A Vara Única da Comarca de Feliz Natal (530 km de Cuiabá) recebeu a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para apurar supostas irregularidades na política de contratação de pessoal do Município de Feliz Natal e garantir o cumprimento da regra constitucional que exige concurso público para o ingresso no serviço público. A decisão é resultado de ação proposta pela promotora de Justiça Maisa Fidelis Gonçalves Pyrâmides, da Promotoria de Justiça de Feliz Natal. Na ação, a promotoria sustenta que o concurso público com edital de 2024 foi integralmente cancelado pela própria administração municipal após a identificação de irregularidades que comprometeram a lisura do certame. Segundo o procedimento instaurado pelo Ministério Público, mesmo após o cancelamento do concurso e a expedição de recomendação ministerial para realização de um novo concurso público, o município não adotou medidas concretas para recompor seu quadro efetivo de servidores. Um levantamento realizado pelo Ministério Público identificou, em dezembro de 2025, a existência de 602 vínculos de trabalho na administração municipal, sendo 347 servidores efetivos e 255 trabalhadores vinculados por meio de contratos temporários, terceirizações, parcerias com organizações da sociedade civil e outras modalidades não efetivas. Para o MPMT, há indícios de utilização desses vínculos para atender demandas permanentes da administração pública, em possível afronta ao artigo 37 da Constituição Federal. Ao analisar o pedido, o juiz Fernando Akio Maeda determinou que o Município de Feliz Natal seja intimado para, no prazo de 72 horas, manifestar-se apresentando informações atualizadas e esclarecimentos sobre a situação administrativa e as providências eventualmente adotadas para a realização de um novo concurso público. Somente após essa manifestação será analisado o pedido liminar formulado pelo MPMT. Na ação, a promotora de Justiça Maisa Fidelis Gonçalves Pyrâmides requer, entre outras medidas, a elaboração de um plano de regularização do quadro de pessoal, com cronograma para realização de concurso público e substituição gradual dos vínculos precários, além da proibição de ampliação de contratações para funções permanentes, salvo nas hipóteses previstas em lei.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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