Mato Grosso

Pesquisadores da Seaf e Empaer apresentam soluções estratégicas e inovação para agricultura de pequena escala

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) participou de evento organizado pela Farmex Agricultura Familiar, no espaço integrado à GreenFarm Show 2025, no Parque Novo Mato Grosso. No evento especialistas e técnicos debateram soluções voltadas às cadeias produtivas estratégicas do estado, incluindo café, cacau, leite, aquaponia (Ciclo Vivo) e frutas tropicais, a exemplo do maracujá, destacando estratégias de manejo, sustentabilidade e inovação tecnológica. A rodada de palestras foram realizadas no sábado (20.9).

O técnico da Empaer, Fabrício Tomaz, abordou as cadeias do café e do cacau, apresentando técnicas avançadas de cultivo, como a seleção de variedades adaptadas às condições climáticas de Mato Grosso, manejo integrado de pragas e doenças, e práticas de conservação do solo.

“Com irrigação eficiente, adubação balanceada e sombreamento parcial, conseguimos aumentar significativamente a produtividade, mesmo em pequenas propriedades”, explicou Tomaz. O objetivo é mostrar que o pequeno produtor pode ter renda consistente mesmo com área reduzida, desde que adote boas práticas e tecnologias adequadas”, destacou Fabrício.

Em seguida, Brasílio Ferreira, coordenador da Seaf, apresentou o projeto Ciclo Vivo em Aquaponia, um sistema integrado que combina a criação de peixes com a produção de hortaliças em ciclo fechado.

“A aquaponia é uma solução inteligente para o pequeno produtor, pois permite economia de água, aproveitamento de insumos e geração de renda com diversificação de culturas. Com o monitoramento correto da qualidade da água e escolha adequada das espécies, é possível alcançar alta produtividade com sustentabilidade”, explicou.

O médico-veterinário da Seaf, Eduardo Silva Dantas, trouxe informações sobre melhoramento genético e manejo do rebanho leiteiro, com foco na produtividade e qualidade do leite.

“O melhoramento genético de alto valor e a inseminação artificial são ferramentas essenciais para elevar a produção de leite nas propriedades familiares. Além disso, o manejo de pastagens e a alimentação balanceada são pilares fundamentais. Com assistência técnica e capacitação, conseguimos transformar a realidade de muitos produtores”, salientou o médico veterinário.

O engenheiro agrônomo e doutor em Agricultura Tropical, Luciano Gomes Ferreira, apresentou os avanços das pesquisas com o maracujazeiro, destacando técnicas como enxertia para controle de fusariose, condução em espaldeira e polinização manual.

“Estamos trabalhando com variedades adaptadas ao clima do Mato Grosso e técnicas que aumentam a produtividade, mesmo em áreas limitadas. Com um bom porta-enxerto e manejo correto, é possível alcançar entre 16 e 28 toneladas por hectare. Mas para isso, é fundamental investir em assistência técnica e integrar o produtor às cooperativas e agroindústrias”, alertou Luciano.

Pela primeira vez, a Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur) participou do evento. Pelo menos 31 expositores marcaram presença nos quatro dias do Greenfarm Show, apresentando a diversidade da produção familiar mato-grossense e fortalecendo o intercâmbio entre agricultores, técnicos e o setor agroindustrial.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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