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Projeto selecionado em edital da Secel oferta oficina de produção de trilha sonora para cinema

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Estão abertas as inscrições para a Oficina de Produção de Trilha Sonora para Cinema e Vídeo, que será ofertada entre a segunda e sexta-feira (22 a 26.9), em Barra do Garças. Inscrições gratuitas pelo link (aqui)

A capacitação integra o ciclo formativo em audiovisual do projeto “Araguaia em Curso”, contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), no edital Cinemotion de Formação, edição Lei Paulo Gustavo.

Com certificação, acessibilidade em Libras e direito a lanche no intervalo, as aulas ocorrem das 13h30 às 17h, no Núcleo de Produção Digital (NPD) da UFMT, em Barra do Garças.

Quem ministra a oficina é o músico compositor Divino Arbués, que reúne uma trajetória artística e cultural de décadas. Natural da região do Araguaia, o profissional lançou oito discos com músicas próprias, algumas utilizadas como trilhas sonoras em documentários e filmes.

Com passagens por peças, festivais e produções audiovisuais, o oficineiro defende que a trilha é capaz de ampliar a percepção da história.

“A música é uma linguagem que todos carregam desde pequenos, ligada às experiências pessoais de vida. No cinema, ela pode transportar as pessoas para dentro da narrativa, adicionando pulsações, sensações e até elementos que vêm de fora da história para somar a ela”, explica.

De março deste ano até agora, o projeto “Araguaia em Curso” ofertou gratuitamente oito oficinas voltadas às diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual no Médio Araguaia, totalizando mais de 220 participantes.

As oficinas já realizadas foram: Roteiro para Ficção, Pesquisa e Elaboração de Roteiros para Documentário, Direção para Cinema, Fotografia e Iluminação para Cinema e Vídeo, Formação de Atores, Edição e Montagem para Cinema e Vídeo, e Documentário Criativo.

Após a Oficina de Produção de Trilha Sonora para Cinema e Vídeo, a próxima formação terá como tema a “Pós-produção, Color-Grading e Colorização”, e será realizada no mês de outubro.

Sobre o projeto

“Araguaia em Curso: Formação e Aperfeiçoamento em Audiovisual” é uma iniciativa da Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro Oeste (Alcartes), que atua como um Ponto de Cultura para Barra do Garças e região.

Para realização do ciclo formativo, conta com a parceria do Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia. Como produto dos encontros, serão produzidos dois documentários com temáticas de relevância social e econômica para a região e dois curtas-metragens ficcionais.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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