Mato Grosso
“Desde o Casamento Abençoado só tivemos bênçãos em nossas vidas e essa casa é um sonho realizado”, afirmou casal contemplado com casa sorteada
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com a MT Participações e Projetos (MT Par), realizou nesta quarta-feira (17.9) a entrega das chaves de duas casas próprias a casais contemplados por meio de sorteio durante a cerimônia do Casamento Abençoado 2024, realizada em dezembro, em Cuiabá.
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o Casamento Abençoado é um projeto social que beneficia casais de baixa renda, inscritos no Cadastro Único, oferecendo a oportunidade de oficializar a união de forma gratuita e com toda a estrutura de uma grande cerimônia. Em 2024, mais de 700 casais participaram da celebração, que contou também com o sorteio de casas doadas pelas construtoras Habita MT Construções e Incorporações e Construtora e Imobiliária Paiaguás Ltda.
Para a primeira-dama Virginia Mendes, o programa é um gesto de amor e acolhimento que reflete o compromisso social do Governo do Estado.
“Cada edição do Casamento Abençoado é uma emoção única. Ver esses casais realizando o sonho de casar e, agora, dois deles também conquistando a casa própria, é motivo de muita alegria para todos nós. Nosso objetivo é transformar vidas e garantir dignidade para as famílias mato-grossenses”, destacou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, reforçou o impacto do projeto às famílias beneficiadas.
“O Casamento Abençoado vai além da celebração. Ele representa cidadania, inclusão social e novas oportunidades para as famílias. A entrega das casas hoje mostra como o projeto tem se expandido e gerado conquistas reais para a população de baixa renda”, afirmou.
As famílias contempladas comemoraram a conquista do lar próprio como uma verdadeira transformação de vida. É o caso de Roselaine Almeida Cruz e Lucas Silveira, que participaram do casamento coletivo após mais de uma década juntos.
“Foi um momento de muita alegria. Morávamos de aluguel e muitas vezes tivemos dificuldades para pagar. Desde que participamos do Casamento Abençoado, só tivemos bênçãos em nossas vidas e essa casa é um sonho realizado. Por isso agradecemos à primeira-dama Virginia Mendes, que por meio deste projeto nos agraciou com a casa própria”, relataram.
Wener Santos, presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), que operacionaliza o Programa SER Família Habitação na modalidade Entrada Facilita, conta que as construtoras ficaram sensibilizadas com o projeto e logo se prontificaram a doar as casas para serem sorteadas no evento. Casas com toda infraestrutura segurança e próximas dos equipamentos públicos de assistência.
“O Casamento Abençoado, que liderado pela primeira-dama Virginia Mendes, tem sido um divisor de água para muitos casais. Pessoas que querem iniciar uma vida juntos ou buscam, por motivos jurídicos ou religiosos, oficializar a relação visualizam a ação como uma oportunidade única. E sair do local casado e com uma casa ganha em sorteio não tem preço. Eu quero dar parabéns à primeira-dama, Virginia Mendes, pela iniciativa e felicidade aos casais contemplados”, afirmou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
História semelhante vive o casal Manoel Jorge e Andressa Marcelly, que agora também têm um lar para chamar de seu.
“Estamos muito felizes porque teremos um lar próprio e vamos finalmente sair do aluguel. Oramos bastante e Deus realizou nosso sonho. Atualmente morávamos na casa da avó da minha esposa, na área rural, mas em breve vamos nos mudar para nossa nova casa”, disseram.
O Casamento Abençoado, criado em 2021, tem como objetivo fortalecer os laços familiares e dar dignidade a casais que possuem renda de até três salários mínimos. Além da regularização do matrimônio, o projeto já se tornou uma marca do Governo do Estado pela grandiosidade das celebrações e pelo impacto social gerado.
Com supervisão de Layse Ávila*
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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