Agricultura
Mercosul assina acordo com EFTA em meio a protestos de agricultores contra tratado com UE
Agricultura
O Mercosul assina nesta terça-feira (16.09), no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O tratado, negociado por oito anos, cria uma área de integração econômica que reunirá cerca de 300 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto de aproximadamente US$ 4,3 trilhões.
O acerto prevê redução ou eliminação de tarifas em mais de 97% do comércio entre os blocos. A Suíça projeta que até 95% de suas exportações para a América do Sul ficarão livres de taxas, gerando economia anual de até US$ 180 milhões. Para o Brasil, a expectativa é de impacto de R$ 2,69 bilhões no PIB e aumento de até 10% no volume de exportações, especialmente em commodities agrícolas e medicamentos.
A assinatura ocorre em paralelo ao avanço das discussões do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), que enfrenta forte resistência no campo político e social. Na França, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Agrícolas (FNSEA) convocou para o próximo dia 26 de setembro uma mobilização nacional contra a ratificação do tratado.
Arnaud Rousseau, presidente da FNSEA, afirmou que os agricultores estão sob pressão, tanto por tarifas impostas pelos Estados Unidos quanto pela iminente conclusão do pacto com o Mercosul. “Os produtores franceses já cumprem algumas das normas mais rigorosas do mundo. Não faz sentido abrir o mercado a importações que não seguem os mesmos padrões”, declarou. Segundo ele, o setor exige uma posição clara do presidente Emmanuel Macron.
Para reduzir resistências, a Comissão Europeia incluiu no texto final cláusulas de salvaguarda para carnes, frango e açúcar. Ainda assim, sindicatos acusam Bruxelas e Paris de ceder aos interesses de grandes exportadores industriais, como os setores de automóveis, aviação e máquinas, em detrimento da agricultura familiar. Rousseau foi categórico: “O acordo continua tóxico, incompreensível e perigoso para a agricultura francesa”, concluiu Rousseau.
Assim, enquanto o Mercosul fortalece laços com a EFTA e sinaliza maior abertura internacional, a relação com a União Europeia se torna cada vez mais marcada por tensões, com o campo europeu assumindo o protagonismo na resistência.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Nova safra de soja pode superar 22,6 milhões de toneladas, estima Deral
A primeira estimativa para a safra 2026/27, divulgada nesta quinta-feira (27.09), aponta uma nova expansão da produção de soja, com 22,64 milhões de toneladas previstas, crescimento de 4% em relação ao ciclo atual. O avanço deve ocorrer praticamente sem aumento da área plantada, sustentado principalmente pela expectativa de maior produtividade nas lavouras.
A projeção foi divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e coloca a produtividade como principal fator para o crescimento esperado na próxima temporada.
A área destinada à soja está estimada em 5,76 milhões de hectares, apenas 0,5% acima dos 5,73 milhões de hectares cultivados em 2025/26. Já o rendimento médio deve passar de 3.802 para 3.930 quilos por hectare, avanço de aproximadamente 3,4%.
Se a previsão se confirmar, serão quase 840 mil toneladas adicionais de soja sem uma expansão proporcional das lavouras. O resultado reforçaria um movimento importante para o produtor em um momento de margens mais apertadas, no qual elevar a produção por hectare tende a ser mais relevante do que simplesmente aumentar a área cultivada.
A estimativa parte de uma base já elevada. Para 2025/26, o Deral calcula produção de 21,80 milhões de toneladas, 3% superior às 21,14 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A projeção praticamente não mudou em relação ao levantamento anterior.
O desempenho da próxima temporada, entretanto, ainda dependerá principalmente do clima. A projeção inicial trabalha com condições consideradas normais de desenvolvimento, enquanto o plantio e as fases mais importantes para definição da produtividade ocorrerão ao longo dos próximos meses.
Milho verão mantém produção acima de 4 milhões de toneladas
Para o milho da primeira safra, a expectativa é de estabilidade. A produção está projetada em 4,10 milhões de toneladas em 2026/27, apenas 1% abaixo dos 4,14 milhões de toneladas obtidos no ciclo atual.
A área, por outro lado, deve crescer 2%, passando de 365,7 mil para 373 mil hectares. A produtividade esperada é de 10.984 quilos por hectare.
O número chama atenção pelo elevado rendimento do milho verão, que permanece concentrado em uma área muito menor do que a ocupada pela segunda safra. A maior parte do milho paranaense é produzida depois da colheita da soja.
Na temporada 2025/26, o milho verão apresentou forte recuperação. As 4,14 milhões de toneladas representam crescimento de 36% em relação às 3,05 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.
A segunda safra de milho, atualmente em fase final, também recebeu uma revisão positiva. O Deral elevou sua estimativa de 17,05 milhões para 17,32 milhões de toneladas, acréscimo de aproximadamente 270 mil toneladas em relação à previsão de julho.
Mesmo com a revisão, o volume permanece 3% abaixo das 17,90 milhões de toneladas obtidas em 2024/25. A área cresceu 3%, para 2,917 milhões de hectares, mas a produtividade caiu de 6.317 para 5.940 quilos por hectare.
Trigo perde área e produção
O quadro é menos favorável para o trigo. A estimativa para a safra 2025/26 caiu para 2,37 milhões de toneladas, redução de 18% frente às 2,88 milhões de toneladas do ciclo anterior.
A retração combina menor área e menor produtividade. O plantio recuou 11%, para 726,9 mil hectares, enquanto o rendimento médio está estimado em 3.259 quilos por hectare, ante 3.526 quilos na temporada passada.
A primeira fotografia da safra 2026/27, portanto, indica que a soja continuará ocupando praticamente a mesma área, mas poderá entregar uma produção maior. Para o produtor, o desafio será transformar o ganho esperado de produtividade em resultado financeiro num cenário em que custos de produção e preços recebidos continuam determinantes para a margem da atividade.
Fonte: Pensar Agro
-
Esportes6 dias atrásPalmeiras goleia Vasco por 4 a 1 e amplia vantagem na liderança do Brasileirão
-
Esportes6 dias atrásCoritiba vence o Corinthians por 2 a 1 e impõe segunda derrota seguida ao Timão
-
Polícia6 dias atrásVovô Zeid recebe Van Rosa e promove roda de conversa sobre enfrentamento à violência contra a mulher
-
Entretenimento4 dias atrásCarol Nakamura mostra novo procedimento íntimo e brinca sobre ‘Quilometragem’
-
Esportes6 dias atrásSão Paulo perde para a Chapecoense e chega a dez jogos sem vencer no Brasileirão
-
Polícia4 dias atrásPrefeitura intensifica obras de reservatórios para reforçar abastecimento de água em Várzea Grande
-
Esportes6 dias atrásSantos, com um jogador a mais, empata com o Mirassol e segue ameaçado pelo Z4
-
Polícia3 dias atrásAlunos da EMEB Alino Ferreira de Magalhães emocionam com espetáculo musical na Semana dos Migrantes e Refugiados
