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Carimbó completa 11 anos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

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O carimbó surgiu no estado do Pará e é fruto de forte influência indígena, africana e europeia. O ritmo surgiu no século XV e o nome vem da palavra curimbó, um tambor utilizado pelos povos originários.

A dança do carimbó é realizada em pares e marcada por movimentos giratórios. Os mestres do carimbó são figuras centrais na difusão desse gênero musical tão querido pelos paraenses. São artistas fundamentais para a história e preservação dessa manifestação cultural.

Um dos maiores destaques neste segmento é o Pinduca, também conhecido como Rei do Carimbó, que modernizou o ritmo com instrumentos elétricos e bateria. O Carimbó vive nos quatro cantos do Pará, seja pelos caminhos arenosos, pelas ruas de rios, do Marajó à região do Salgado, no Nordeste do Estado, da região Sudeste ao Tapajós.

Apesar de ter sido criado no Pará, o movimento se estendeu para o Rio de Janeiro, que inclusive instituiu o Dia Municipal do Carimbó.

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Fonte: EBC Cultura

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Festival ressalta artes cênicas negras e afro-indígenas em São Luís

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A capital do Maranhão será palco de encontros, espetáculos, performances, oficinas e experiências que celebram a potência das artes cênicas negras e afro-indígenas. São Luís recebe, a partir desta terça-feira(13) até o próximo sábado, o 1ª Festival de Artes Cênicas Pretas do Maranhão.

Além de artistas maranhenses, a programação – totalmente gratuita – é composta por artistas da Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que trazem para o palco diferentes linguagens.

A programação se concentra nos teatros Arthur Azevedo, Luiz Pazzini e o Teatro do Sesc – Napoleão Ewerton, além do Centro Cultural Vale Maranhão.

Durante os cinco dias de evento, os artistas usarão dança, teatro, performances e cenas curtas para levar ao público temas como ancestralidade, literatura negra, cultura popular e experiências sociais e culturais vivenciadas pela população preta. 

A abertura acontece às 19h, no Teatro do Sesc Napoleão Ewerton, com a encenação do espetáculo Língua de Boi, da Cia Maranhense. Inspirado no grande mito da cultura maranhense, o grupo ressignifica o renascimento do boi e entrelaça os cinco estágios do luto aos cinco sotaques do Bumba Meu Boi para falar de dignidade, memória e resistência ancestral.

Outros destaques do Festival são os espetáculos A Flor do Mulungu, também do Maranhão; Cuidado com Nós e Parto Pavilhão, ambos de São Paulo; e Histórias da Terra, do grupo paranaense Baquetá.

Em paralelo, também estão previstas oficinas e apresentações em escolas públicas, acompanhadas de ações bate papo com os alunos. 

A programação completa está disponível no perfil do evento no Instagram. 




Fonte: EBC Cultura

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