Polícia
Polícia Civil inaugura Sala de Plantão de Atendimento à Mulher em Alto Araguaia
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A Polícia Civil inaugurou, nesta quarta-feira (11.9), mais uma Sala de Plantão de Atendimento à Mulher e Vulneráveis, desta vez na Delegacia de Alto Araguaia, que atenderá também às vítimas de Ponte Branca e Araguainha.
Conhecido como Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis, o local visa garantir acolhimento às vítimas de violência domésticas, para que se sintam seguras no momento em que precisam de apoio.
“O núcleo especializado se baseia em um tripé, é um espaço acolhedor para nossas mulheres e crianças vítimas ou testemunhas de crimes, com policiais capacitados e que tenha uma brinquedoteca integrada. Tudo isso propicia um local de acolhimento, para que as nossas vítimas se sintam confortáveis para relatar a violência sofrida e passar por um atendimento humanizado”, explicou a delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis.
Além da criação da sala, todos os policiais civis da Delegacia de Alto Araguaia passaram por capacitação para atender casos de violência contra a mulher, 11 participaram de um treinamento realizado em Cuiabá no final de agosto e os outros 13 realizaram a capacitação via EAD.
“Isso vai trazer um atendimento diferenciado, acolhedor, com mais empatia para essas mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, violência de gênero e vulneráveis. Não se trata apenas de uma sala, os policiais também foram capacitados para atender essas mulheres e termos investigações mais efetivas para tratar esses crimes associados à violência doméstica”, afirmou o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira.
A sala foi construída em parceria entre a Delegacia de Alto Araguaia, a Delegacia Regional de Rondonópolis e a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, e com apoio do Ministério Público e do Conselho de Segurança Público e da Sociedade Organizada (Conseg) de Alto Araguaia.
“Nós fizemos um projeto junto ao Ministério Público, que aprovou e destinou recursos para fazer a reforma dessa sala, em torno de R$ 15 mil. Esses recursos foram repassados para o Conseg, que fez a aquisição dos equipamentos. A Polícia Civil também ajudou fornecendo algumas coisas, como computador, frigobar… E com essa união de forças conseguimos hoje inaugurar essa sala em Alto Araguaia”, disse o delegado Marcos Paulo.
Segundo o delegado Marcos Paulo, as três cidades atendidas pela Delegacia de Alto Araguaia recebem, em média, 200 ocorrências de violência contra a mulher por ano, demonstrando a importância da criação do núcleo, o que também foi reforçado pelo delegado Regional de Rondonópolis, Santiago Rosendo Sanches.
“Trata-se de um avanço da Polícia Judiciária Civil, que concerne ao atendimento de vítimas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Quem ganha é a cidade. A Regional de Rondonópolis é uma regional grande, já possuímos quatro núcleos. E a Polícia Judiciária Civil vem realizando essas ações visando a melhoria do atendimento da mulher vítima de violência”, afirmou o delegado Regional.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.
A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.
A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.
A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.
Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.
A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.
Símbolo de resiliência
Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.
A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.
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