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Estudante de MT é bicampeão da prova de Potência Máxima do ciclismo nos Jogos da Juventude

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O estudante de Marcelândia (a 642 km de Cuiabá), Jackson Ferreira, de 17 anos, conquistou as primeiras medalhas de ouro dos Jogos da Juventude, nesta quarta-feira (10.9), em Brasília (DF). Organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), a competição nacional reúne 4.700 atletas de todo o país, com idade entre de 15 e 17 anos, em 20 modalidades esportivas, até o dia 25 de setembro.

Jackson foi campeão na modalidade de ciclismo potência máxima, chegando a 1.649 watts (W). Com seu resultado ainda contribuiu para que Mato Grosso levasse o ouro também na dupla mista, ao lado de Camila Daeuble, de 15 anos.

“Eu me preparei bastante, é a primeira vez que eu disputo uma competição fora do meu Estado. Nasci numa pequena cidade, chamada Marcelândia, e voltar para casa com duas medalhas de ouro, conquistadas já no primeiro dia de competições, é demais”, destaca Jackson.

A prova de ciclismo potência desafia jovens atletas a realizarem um sprint de 6 segundos em disputas masculinas, femininas e duplas mistas, e é inspirada em um protocolo de testes da União Ciclística Internacional (UCI).

Jackson é estudante da Escola Estadual Paulo Freire, em Marcelândia. Já Camila estuda na Escola Estadual 13 de maio, em Tangará da Serra. Os dois fazem parte do primeiro grupo de atletas que representam Mato Grosso nos Jogos da Juventude 2025.

No total, o Governo de Mato Grosso leva a Brasília 225 estudantes de vários municípios do Estado, que foram classificados durante os Jogos Estudantis Mato-Grossenses realizados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

As viagens são divididas em três blocos, de acordo com as modalidades, e são conduzidas pela equipe da Secel, que também chefia a delegação mato-grossense. Saiba mais aqui.

Sobre os Jogos da Juventude

Maior competição para jovens no Brasil, os Jogos da Juventude são reconhecidos como uma das principais portas de entrada para novos talentos no esporte olímpico brasileiro.

O primeiro bloco de competições ocorre de 10 a 13 de setembro, envolvendo as modalidades de atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica artística, natação, tiro com arco e tênis de mesa.

O próximo bloco abrangerá, de 14 a 19 de setembro, as modalidades de águas abertas, triathlon, wrestling, remo virtual, basquetebol, futsal e vôlei de praia.

O terceiro e último bloco ocorre de 20 a 25 de setembro, com disputas nas modalidades de badminton, ginástica rítmica, judô, taekwondo, handebol e voleibol.

Fonte: Governo MT – MT

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Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas

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A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.

O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.

As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.

Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.

Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.

Muito antes da violência

Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.

“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.

Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.

Integração para prevenir

O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.

“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”

Cenário nacional

O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.

Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.

Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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