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Exportações de ovos disparam 72% em agosto e receita quase dobra

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As exportações brasileiras de ovos tiveram forte alta em agosto, em linha com o desempenho positivo da balança comercial no mês (leia aqui). O país embarcou 2,1 mil toneladas, volume 71,9% maior que no mesmo período do ano passado. A receita acompanhou o ritmo e somou R$ 31,2 milhões (US$ 5,7 milhões), um avanço de 90,8% sobre agosto de 2024.

No acumulado do ano, o crescimento é ainda mais expressivo. Entre janeiro e agosto, os embarques chegaram a 32,3 mil toneladas, alta de 192,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. A receita superou R$ 410 milhões (US$ 75,3 milhões), mais que o triplo do resultado de 2024.

O resultado foi impactado pelo tarifaço do Trump aplicado pelos Estados Unidos, que encareceu em 50% a entrada da proteína brasileira e reduziu o fluxo de embarques para aquele mercado. Como reação, o Brasil ampliou negociações com outros países e conseguiu abrir espaço em novos destinos. México e Emirados Árabes entraram na rota das exportações, enquanto Japão e Chile mantiveram participação relevante.

Mesmo com o salto nas vendas externas, o impacto sobre o consumo doméstico é limitado. Menos de 2% da produção nacional de ovos é direcionada ao comércio internacional, o que significa que a maior parte segue destinada ao mercado interno. Para o agronegócio, o avanço confirma a diversificação dos embarques e contribui para manter o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2025.

Fonte: Pensar Agro

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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