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Chuvas abaixo da média devem atrasar safra 2025/26

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O início da safra 2025/26 em Mato Grosso deve ser marcado por atraso. As chuvas registradas na primeira semana de setembro chegaram em volumes muito abaixo da média histórica e não repuseram a umidade do solo, condição essencial para a semeadura da soja. O estado, maior produtor da oleaginosa no país, deve plantar 13 milhões de hectares, avanço de 1,7% sobre o ciclo anterior, mas a produção é estimada em 48,5 milhões de toneladas, queda próxima de 5% frente à safra passada.

A cautela é maior neste ano em razão do custo elevado de insumos. Muitos produtores tendem a adiar a largada até que as precipitações se consolidem, já que erros no plantio podem comprometer a rentabilidade. O calendário preocupa porque, se as chuvas demorarem além do previsto, haverá concentração das operações, o que aumenta a exposição a riscos climáticos.

O milho de segunda safra, dependente da soja, também pode ser impactado. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária projeta 7,4 milhões de hectares cultivados em 2025, alta de 1,8% sobre o ciclo anterior. A colheita, porém, deve recuar para 51,7 milhões de toneladas, 6,7% abaixo do recorde do último ano. A concentração da semeadura pode reduzir a janela de plantio do milho e afetar a oferta para as usinas de etanol, que ganharam peso crescente no estado.

Apesar da neutralidade climática prevista para este ciclo, condição que tende a favorecer melhor distribuição das chuvas no Centro-Oeste, os modelos indicam precipitação abaixo da média até a primeira quinzena de setembro. Caso o padrão se repita ao observado no ano passado, quando a regularização só veio no fim do mês, a safra poderá começar mais tarde e avançar sob risco maior.

Fonte: Pensar Agro

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Nova safra de soja pode superar 22,6 milhões de toneladas, estima Deral

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A primeira estimativa para a safra 2026/27, divulgada nesta quinta-feira (27.09), aponta uma nova expansão da produção de soja, com 22,64 milhões de toneladas previstas, crescimento de 4% em relação ao ciclo atual. O avanço deve ocorrer praticamente sem aumento da área plantada, sustentado principalmente pela expectativa de maior produtividade nas lavouras.

A projeção foi divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e coloca a produtividade como principal fator para o crescimento esperado na próxima temporada.

A área destinada à soja está estimada em 5,76 milhões de hectares, apenas 0,5% acima dos 5,73 milhões de hectares cultivados em 2025/26. Já o rendimento médio deve passar de 3.802 para 3.930 quilos por hectare, avanço de aproximadamente 3,4%.

Se a previsão se confirmar, serão quase 840 mil toneladas adicionais de soja sem uma expansão proporcional das lavouras. O resultado reforçaria um movimento importante para o produtor em um momento de margens mais apertadas, no qual elevar a produção por hectare tende a ser mais relevante do que simplesmente aumentar a área cultivada.

A estimativa parte de uma base já elevada. Para 2025/26, o Deral calcula produção de 21,80 milhões de toneladas, 3% superior às 21,14 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A projeção praticamente não mudou em relação ao levantamento anterior.

O desempenho da próxima temporada, entretanto, ainda dependerá principalmente do clima. A projeção inicial trabalha com condições consideradas normais de desenvolvimento, enquanto o plantio e as fases mais importantes para definição da produtividade ocorrerão ao longo dos próximos meses.

Milho verão mantém produção acima de 4 milhões de toneladas

Para o milho da primeira safra, a expectativa é de estabilidade. A produção está projetada em 4,10 milhões de toneladas em 2026/27, apenas 1% abaixo dos 4,14 milhões de toneladas obtidos no ciclo atual.

A área, por outro lado, deve crescer 2%, passando de 365,7 mil para 373 mil hectares. A produtividade esperada é de 10.984 quilos por hectare.

O número chama atenção pelo elevado rendimento do milho verão, que permanece concentrado em uma área muito menor do que a ocupada pela segunda safra. A maior parte do milho paranaense é produzida depois da colheita da soja.

Na temporada 2025/26, o milho verão apresentou forte recuperação. As 4,14 milhões de toneladas representam crescimento de 36% em relação às 3,05 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

A segunda safra de milho, atualmente em fase final, também recebeu uma revisão positiva. O Deral elevou sua estimativa de 17,05 milhões para 17,32 milhões de toneladas, acréscimo de aproximadamente 270 mil toneladas em relação à previsão de julho.

Mesmo com a revisão, o volume permanece 3% abaixo das 17,90 milhões de toneladas obtidas em 2024/25. A área cresceu 3%, para 2,917 milhões de hectares, mas a produtividade caiu de 6.317 para 5.940 quilos por hectare.

Trigo perde área e produção

O quadro é menos favorável para o trigo. A estimativa para a safra 2025/26 caiu para 2,37 milhões de toneladas, redução de 18% frente às 2,88 milhões de toneladas do ciclo anterior.

A retração combina menor área e menor produtividade. O plantio recuou 11%, para 726,9 mil hectares, enquanto o rendimento médio está estimado em 3.259 quilos por hectare, ante 3.526 quilos na temporada passada.

A primeira fotografia da safra 2026/27, portanto, indica que a soja continuará ocupando praticamente a mesma área, mas poderá entregar uma produção maior. Para o produtor, o desafio será transformar o ganho esperado de produtividade em resultado financeiro num cenário em que custos de produção e preços recebidos continuam determinantes para a margem da atividade.

Fonte: Pensar Agro

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