Mato Grosso
Investimento bilionário em usina de etanol de milho recoloca Rondonópolis no mapa estratégico da gigante do agronegócio.
Mato Grosso
Rondonópolis vive um novo ciclo de expectativas econômicas com o anúncio do retorno da Amaggi, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro, em parceria com a Inpasa. As companhias confirmaram um investimento de R$ 2,5 bilhões para a implantação de uma usina de etanol de milho no município. O projeto é visto como um marco para a cidade, tanto pela dimensão financeira quanto pelo impacto social e estratégico que representa.
Durante a fase de construção, a obra deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos, movimentando diferentes setores da economia local. Quando estiver em funcionamento, a planta deverá manter 300 postos permanentes de trabalho, fortalecendo a renda e ampliando as oportunidades na região.
O anúncio foi feito em uma videoconferência que reuniu autoridades municipais e executivos da Amaggi. Estiveram presentes o prefeito Cláudio Ferreira, o ex-governador e empresário Blairo Maggi, além de dirigentes da companhia, como Judiney Carvalho, CEO do grupo, e Ricardo Tomczyk, diretor de relações institucionais.
Na ocasião, Blairo Maggi destacou a conexão histórica da empresa com Rondonópolis e ressaltou que o novo empreendimento reforça a confiança no potencial da cidade. Já o prefeito Cláudio Ferreira afirmou que a chegada da indústria consolida os esforços da gestão em modernizar processos, desburocratizar a máquina pública e criar um ambiente seguro para investimentos sólidos.
Além de aquecer o mercado de trabalho, a usina deve gerar efeitos positivos em cadeias produtivas ligadas à pecuária e ao comércio regional. “Estamos trazendo a Amaggi de volta para Rondonópolis, mas também abrindo portas para um futuro de desenvolvimento sustentável”, disse o prefeito.
O projeto integra um plano mais amplo da joint venture entre Amaggi e Inpasa, que prevê a construção de pelo menos cinco usinas de etanol de milho no Brasil. Para Rondonópolis, essa primeira etapa é encarada como símbolo de confiança e como um divisor de águas na economia local.
Fonte: Política MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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