Cultura
Guitarrada do Pará é reconhecida como manifestação cultural nacional
Cultura
A guitarrada foi reconhecida como manifestação da cultura nacional. Esse gênero musical instrumental que surgiu no Pará, na década de 1970, e é fruto da fusão de ritmos regionais como o carimbó e o siriá, com gêneros de origem caribenha como a cúmbia, o mambo, o merengue e o zouk. 

Além disso, também é considerado inspiração para outros ritmos musicais populares aqui no Brasil, como o brega pop e a lambada.
O marco inicial da guitarrada no Brasil é LP “Lambadas das Quebradas”, do paraense Mestre Vieira. E como o próprio nome já diz, é a Guitarra que dita a melodia central da manifestação cultural, também conhecida como Lambada Instrumental; as apresentações são comandadas predominantemente por um solista.
Mestre Vieira teve seu trabalho influenciado pelo choro ainda criança e teve os primeiros contatos com a guitarra elétrica nos anos 70, após ter passado por uma série de instrumentos de corda como bandolim, banjo, cavaquinho, violão e além dos instrumentos de sopro. Ele gravou 18 discos ao longo da carreira e é considerado por muitos músicos e pesquisadores um dos pilares da música paraense, principalmente a Guitarrada.
Em 2023, a Assembleia Legislativa do Pará já havia aprovado o projeto de lei que define o dia 29 de outubro como ‘Dia Estadual da Guitarrada”, a data celebra o aniversário de Mestre Vieira, falecido em fevereiro de 2018, aos 83 anos.
Cultura
Festival ressalta artes cênicas negras e afro-indígenas em São Luís
A capital do Maranhão será palco de encontros, espetáculos, performances, oficinas e experiências que celebram a potência das artes cênicas negras e afro-indígenas. São Luís recebe, a partir desta terça-feira(13) até o próximo sábado, o 1ª Festival de Artes Cênicas Pretas do Maranhão.

Além de artistas maranhenses, a programação – totalmente gratuita – é composta por artistas da Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que trazem para o palco diferentes linguagens.
A programação se concentra nos teatros Arthur Azevedo, Luiz Pazzini e o Teatro do Sesc – Napoleão Ewerton, além do Centro Cultural Vale Maranhão.
Durante os cinco dias de evento, os artistas usarão dança, teatro, performances e cenas curtas para levar ao público temas como ancestralidade, literatura negra, cultura popular e experiências sociais e culturais vivenciadas pela população preta.
A abertura acontece às 19h, no Teatro do Sesc Napoleão Ewerton, com a encenação do espetáculo Língua de Boi, da Cia Maranhense. Inspirado no grande mito da cultura maranhense, o grupo ressignifica o renascimento do boi e entrelaça os cinco estágios do luto aos cinco sotaques do Bumba Meu Boi para falar de dignidade, memória e resistência ancestral.
Outros destaques do Festival são os espetáculos A Flor do Mulungu, também do Maranhão; Cuidado com Nós e Parto Pavilhão, ambos de São Paulo; e Histórias da Terra, do grupo paranaense Baquetá.
Em paralelo, também estão previstas oficinas e apresentações em escolas públicas, acompanhadas de ações bate papo com os alunos.
A programação completa está disponível no perfil do evento no Instagram.
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