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Polícia Civil reúne 117 policiais em seminário sobre investigação de crimes contra mulheres em Cuiabá

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A Polícia Civil realiza, nesta quarta e quinta-feira (27 e 28.8), o seminário “Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres Por Razões de Gênero”.

Com o objetivo de qualificar policiais que trabalham na pasta de violência contra a mulher, o seminário organizado pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis reúne, em Cuiabá, 117 policiais civis das 15 regionais do Estado, sendo 97 lotados em delegacias do interior.

Segundo a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, delegada Mariell Antonini Dias Viana, o seminário busca o aperfeiçoamento profissional e o compartilhamento de boas práticas profissionais por meio dos protocolos de investigação de crime de violência doméstica e familiar contra a mulher e de investigação de crimes sexuais.

“Esses protocolos têm o objetivo de promover o aperfeiçoamento dos atendimentos das vítimas, garantindo acolhimento com perspectiva de gênero, fomentar a padronização de atuação, para que as vítimas sejam atendidas de forma similar e uniformizada em qualquer regional do Estado, e garantir a segurança jurídica aos policiais civis que trabalham com a pauta”, afirmou a delegada Mariell Antonini.

Somente em 2025, a Academia da Polícia Civil (Acadepol), com apoio da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, já capacitou 513 policiais civis quanto a investigação com perspectiva de gênero.

“O nosso compromisso é com o aprimoramento, para que possamos atender a sociedade de forma mais humanizada e com equidade. Se queremos colher novos frutos, precisamos plantar novas sementes. E é isso que estamos fazendo com este curso”, finalizou a delegada Mariell.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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