Cultura
Casa Brasil, no Rio, inaugura programa de residência artística
Cultura
A Casa Brasil, antiga Casa França-Brasil, equipamento cultural do estado do Rio de Janeiro, acaba de inaugurar seu primeiro programa de residência artística. A iniciativa vai promover novas interações entre artistas e público e é conduzida por curadores da instituição. Participam dessa primeira edição os artistas Rafael Pinto, o Pérola, de Boa Vista, Roraima, e Mayara Velozo, do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro. 

Mayara Velozo é formada em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e tem suas criações influenciadas pelas vivências no lugar onde nasceu, e ainda mora, e por experiências familiares.
Já Rafael Pinto é artista visual, curador, realizador audiovisual e professor de arte, doutorando em Educação pela Universidade Federal de Roraima, além de fundador da Embuá Produtora Cultural.
Tânia Queiroz, diretora da Casa Brasil, fala sobre a relação entre os trabalhos dos artistas escolhidos.
“O trabalho dos artistas, desses dois artistas que selecionamos, tem alguns pontos bem peculiares de contato. Ambos trabalham com questões muito próprias dos territórios em que vivem, questões muito próprias do Brasil, de uma maneira ampla, questões de uma herança de povos originários, de tradições”.
A população poderá ter acesso às obras produzidas pelos artistas por meio de uma série de iniciativas que vão ser realizadas pela Casa. A residência é uma parceria com a produtora V ARTE, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, e patrocínio da Petrobras.
Cultura
Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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