Política
Wilson Santos cobra explicações sobre impactos da Usina Hidrelétrica Colíder na pesca e no turismo
Política
A Usina Hidrelétrica de Colíder, instalada no rio Teles Pires, vem gerando impactos ambientais e socioeconômicos – sobretudo no turismo e na pesca – devido ao rebaixamento do nível da água do reservatório para garantir a segurança do empreendimento. Diante desse cenário, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (20), um requerimento solicitando que a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e representantes da Eletrobras compareçam à Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos sobre as medidas adotadas e os planos emergenciais de compensação aos municípios afetados.
“É um caso preocupante que pegou a população de surpresa. A redução do nível da água ameaça a fauna aquática, podendo provocar mortandade de peixes, além de dificultar o acesso das comunidades ribeirinhas que dependem do rio. Também já trouxe prejuízos econômicos locais, como o cancelamento de dois importantes festivais nas margens do Teles Pires: o Fest Praia, em Paranaíta, e o Viva Floresta, em Alta Floresta, ambos eventos turísticos que movimentam a economia regional”, destacou o parlamentar.
A Eletrobras entrou em estado de alerta no último dia 14 de agosto, após identificar problemas em quatro dos 70 drenos do sistema, o que elevou a vazão hídrica acima do normal. Apesar de não haver risco de rompimento da barragem, a empresa optou por reduzir o nível do reservatório em até 17 metros, como medida de precaução, durante um período de aproximadamente 30 dias.
“Recebemos relatos de áreas antes submersas que já estão completamente secas, além de peixes mortos. Isso impacta diretamente os pescadores que dependem da atividade, assim como proprietários de pousadas, flutuantes, pesqueiros e ranchos que vivem do turismo. Entendemos a prioridade da segurança, mas precisamos de respostas sobre as ações compensatórias para os danos ambientais, sociais e econômicos”, reforçou Wilson Santos.
A hidrelétrica de Colíder abrange os municípios de Colíder, Nova Canaã do Norte, Cláudia e Itaúba, no norte de Mato Grosso, com potência de geração de 300 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer cerca de 850 mil habitantes.
O convite feito por Wilson Santos está previsto para ser discutido durante sessão plenária da Assembleia Legislativa, no dia 3 de setembro de 2025, no Plenário das Deliberações Renê Barbour.
Fonte: ALMT – MT
Política
Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.
Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.
“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.
Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.
“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.
A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.
Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.
O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.
As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.
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