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Ossada encontrada pela Polícia Civil revela indícios de tortura e decapitação

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Nesta segunda-feira (18.8), a Polícia Civil, por meio de ação conjunta entre as Delegacias de Jaciara e Dom Aquino, com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), realizou uma análise do local onde foi encontrada uma ossada humana, no município de Jaciara.

O fato ocorreu no final da tarde de domingo (17.8), na zona rural do município, em uma região próxima à divisa entre Jaciara e Dom Aquino, conhecida como Cânion das Índias.

Segundo a análise técnica, os indícios observados na cena do crime apontam que a morte tenha ocorrido em circunstâncias de homicídio, já que a vítima apresentava sinais de tortura, com as pernas amarradas e a cabeça localizada a cerca de 10 metros do corpo, caracterizando decapitação.

Conforme avaliação preliminar da perícia, o óbito teria ocorrido entre dois a três meses atrás. Os restos mortais foram encaminhados para a Politec, onde serão submetidos a exames de DNA e análise da arcada dentária para a identificação da vítima.

Diante do caso, a Delegacia de Polícia de Jaciara instaurou inquérito policial para apurar a identidade da vítima, os possíveis autores do crime e a motivação do homicídio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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