Política
ALMT leva projeto “Educação Legislativa em Movimento” a escola de Cuiabá
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A Assembleia Legislativa, por meio da Secretaria da Escola e Memória do Legislativo, promoveu mais uma edição do projeto “Educação Legislativa em Movimento”, na manhã desta quarta-feira (13), na Escola Estadual Zélia da Costa, em Cuiabá.
A iniciativa pretende ampliar a interação entre o Poder Legislativo e a população, especialmente estudantes, por meio de palestras, oficinas e manifestações culturais.
Uma das palestras realizadas durante o evento teve como tema a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei 13.709/2018) e foi ministrada pela coordenadora do Controle Interno da Assembleia Legislativa, Rúbia Mara. Em sua fala, ela ressaltou que, assim como no mundo real, a cidadania digital envolve direitos e deveres, sendo fundamental que as pessoas entendam suas responsabilidades e implicações nas interações virtuais.
“Hoje, a Assembleia vem realizando um trabalho em diversas áreas junto à sociedade. Atualmente, estou à frente desse trabalho de implementar a Lei Geral de Proteção de Dados, então eu pensei: além de levar essa informação para os nossos servidores, por que não falar um pouco sobre isso junto às escolas e aos cidadãos? Nós vivemos imersos em uma cultura totalmente digital. É importante que as pessoas tenham consciência do que realmente é ter acesso a todas essas tecnologias, porque a internet deve ser utilizada com muita responsabilidade”, disse.
A programação incluiu ainda palestras sobre empreendedorismo e gestão emocional, além da exposição “Patrimônios Históricos Reconhecidos”, com registros fotográficos que retratam imóveis tombados no estado. Segundo Edevamilton de Lima, servidor do Instituto Memória do Poder Legislativo, o objetivo da mostra é valorizar a identidade mato-grossense, levando às escolas informações sobre história e geografia regional, que muitas vezes não estão incluídas na matriz curricular.
Exposição “Patrimônios Históricos Reconhecidos”.
Foto: Ronaldo Mazza
“A exposição retrata que, durante o tempo histórico de construção do estado de Mato Grosso, cada pessoa que por aqui passou deixou sua marca. Apresentamos também a transformação pela qual passaram a sociedade e as leis. Nessa ação, levamos ainda um livro de História de Mato Grosso e de Cuiabá, impresso e em formato digital, para que os estudantes conheçam, por exemplo, o motivo de estarmos no ponto mais central da América do Sul”, explicou.
A estudante Laila Marcele Gregório aprovou a iniciativa. “Eu achei muito interessante. Acabamos de ter uma aula de história, em que pudemos conhecer um pouco mais sobre Mato Grosso e sobre Cuiabá. Isso nos ajuda a ter um pensamento crítico. Espero que sejam realizadas mais aulas como essa”, avaliou.
A diretora da escola, Ozenita Araújo, agradeceu a parceria com a Assembleia Legislativa e disse que as ações promovidas na unidade já estão gerando impactos positivos, como aumento de conhecimento e conscientização dos alunos, além da redução de casos de violência, bullying e discriminação.
“Estamos muito gratos por mais essa parceria com a Assembleia Legislativa. Em outra ocasião, a Assembleia trouxe aqui para a escola uma palestra sobre violência contra a mulher. Hoje, trouxe outros temas relevantes e atuais. Os alunos têm se mostrado muito contentes, receptivos e participativos”, relatou.
Adriane Caroline, assessora técnica legislativa, explicou que o trabalho realizado pela ALMT vai além de preparar os alunos para o Enem. “As visitas às escolas funcionam como um incentivo para que os alunos busquem a Escola do Legislativo, onde ofertamos cursos na modalidade à distância ou presencial. As escolas que tiverem interesse, sejam estaduais ou municipais, podem nos chamar para levarmos o projeto. Essa é uma ação contínua da Escola do Legislativo, em interação com a população”, frisou.
O canal de atendimento da Escola do Legislativo funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h, pelo número (65) 98134-2231.
*Com informações da jornalista Elizângela Tenório, da TVAL.
Fonte: ALMT – MT
Política
Gisela deixa cargo em secretaria em aberto e condiciona decisão à transição
A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), ainda não definiu qual será sua função na próxima gestão de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ela não descarta assumir uma secretaria estadual, mas afirma que qualquer decisão dependerá da análise das necessidades do governo durante o período de transição.
Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, Gisela explicou que uma comissão deverá avaliar o funcionamento das pastas, identificar os resultados positivos e apontar os setores que precisam de mudanças. O trabalho deve começar após o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo ela, a proposta é contribuir para a construção de uma administração alinhada ao perfil de Pivetta, considerando os resultados alcançados nos últimos anos e os desafios que ainda precisam ser enfrentados.
“Diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança”, afirmou.
Embora tenha defendido maior protagonismo durante a campanha, Gisela adotou cautela ao falar sobre a possibilidade de comandar uma secretaria. A vice-governadora eleita ressaltou que não há, até o momento, um acordo fechado sobre a função que poderá exercer além das atribuições próprias do cargo.
Ao comentar a experiência de Pivetta como vice-governador de Mauro Mendes, Gisela destacou que ele conseguiu contribuir com a administração sem necessariamente assumir o comando de uma pasta. Para ela, a atuação na próxima gestão deverá considerar as características de cada integrante do Executivo.
“Às vezes pode ser que, diante da transição e diante do que a gente observar, pode ser que seja necessário, mas não tem nada construído ainda”, declarou.
Gisela foi escolhida para compor a chapa de Pivetta após mudanças nas articulações políticas que antecederam a eleição. A futura vice-governadora afirmou que pretende participar da avaliação da máquina pública antes de definir como poderá colaborar com a nova administração.
A composição do secretariado e a distribuição das funções no governo, portanto, seguem em aberto. A expectativa é que as definições avancem após o diagnóstico da equipe de transição, levando em conta as prioridades e as necessidades identificadas em cada área.
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