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Como transformar a gestão pública com tecnologia, organização e resultados

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Trabalhar com gestão pública é, acima de tudo, encarar desafios diários com coragem, criatividade e responsabilidade. Foi a partir dessa vivência que nasceu o Sistema GTF, Gestão Total de Frotas, uma metodologia pensada para apoiar gestores públicos na missão de organizar, planejar, comunicar e entregar resultados concretos à população.

Desenvolvemos o GTF com um propósito claro: oferecer tecnologia e soluções integradas à gestão pública e privada, proporcionando ferramentas práticas para quem está à frente de instituições públicas, conselhos, associações ou secretarias municipais. Sabemos que, muitas vezes, mesmo com boas ideias e equipes comprometidas, falta tempo, estrutura e direcionamento. É nesse ponto que o GTF se torna um parceiro estratégico há mais de 25 anos.

O sistema é composto por módulos, para oferecer uma experiência personalizada para o cliente e direcionada para atender a demanda. É importante destacar que cada um deles foi desenhado com base na experiência acumulada por nossa equipe ao longo dos anos, lidando com realidades distintas e desafiadoras, especialmente na gestão pública.

O módulo de abastecimento permite controlar todos os abastecimentos realizados pelo cliente, gerando dados e relatórios completos, que vão desde o condutor, saldo e até tipo de combustível. Além desse módulo, o GTF oferece a tecnologia para manutenção preventiva e corretiva da frota veicular e fornecimento de peças e serviços, e também o módulo rastreio, com determinação de localização atual, diário de bordo e até percurso.

Outro módulo é a locação de veículos leves, pesados, utilitários, ambulâncias, máquinas e equipamentos em geral, com a possibilidade de integração e estimativa de gastos do período, controle de saldo de contratos e empenhos para gestão financeira. O GTF também tem um sistema dedicado à segurança veicular e total suporte ao cliente.

Explanando, somos um sistema tecnológico que integra os módulos abastecimento, manutenção, rastreio, locação e seguro. Uma prefeitura, por exemplo, que possui uma ampla frota para atender as diversas secretarias, pode ter total controle na palma das mãos, tendo a possibilidade de gerir, com mais eficiência, recursos e pessoas.

E os números comprovam a efetividade do sistema. Em Mato Grosso possuímos mais de 80 clientes, a grande maioria na gestão pública. Além disso, estamos presentes em Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Espírito Santo e Pará. Nessas quase três décadas já são mais de 3.500 rastreadores instalados, mais de 550 postos credenciados no país, mais de 4.250 lojas e fornecedores na rede de manutenção veicular e mais de 510 locadoras cadastradas.

No GTF, entregamos muito mais do que sistemas. Oferecemos uma metodologia estruturada, com diagnóstico, planejamento, execução, relatórios estratégicos, materiais padronizados, capacitações e acompanhamento contínuo. A gestão pública pode (e deve) ser eficiente, organizada e transparente. O que falta, muitas vezes, é suporte técnico e visão estratégica, e é exatamente isso que o GTF oferece.

Se você é gestor e sente que está sempre “apagando incêndios”, eu te convido a conhecer a tecnologia inovadora de soluções integradas. Há um caminho possível entre a correria do dia a dia e a entrega de uma gestão de excelência. Como resultado, você conquista a confiança da população, fortalece a imagem institucional e cria um ambiente mais colaborativo entre gestor e sociedade. Todos ganham, é a humanização com resultados reais.

Roger Corrêa – Diretor Comercial do Sistema GTF

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ELIÇÕES NO BRASIL QUARENTA ANOS DEPOIS O PÊNDULO POLÍTICO MUDOU DE LADO

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Há eleições que simplesmente escolhem governantes e parlamentares. Outras encerram ciclos, reorganizam forças e revelam mudanças profundas na sociedade. O Brasil viveu uma dessas eleições em 1986. Quarenta anos depois, em 2026, parece viver um movimento de direção inversa.

Em 1986, o país ainda respirava os primeiros ares da redemocratização depois de 21 anos de regime militar, iniciado em 1964. A eleição ocorreu sob o impacto da Nova República, das Diretas Já, da eleição de Tancredo Neves e também da enorme popularidade inicial do Plano Cruzado. O resultado foi avassalador: o PMDB conquistou 22 dos 23 governos estaduais e elegeu 260 dos 487 deputados federais e sozinho, 53% da Câmara. Na eleição para o Senado, conquistou 38 das 49 vagas então disputadas.

Do outro lado estava principalmente o sistema partidário que carregava parte da herança política do regime anterior. O PDS, sucessor da Arena, que sustentara politicamente os governos militares, sofreu uma derrota histórica: ficou com apenas 33 deputados federais, dois senadores eleitos e nenhum governador. O PFL, nascido de uma dissidência do próprio PDS e aliado do governo Sarney, porém, conquistou 118 deputados. Isso demonstra que 1986 não representou simplesmente uma vitória da “esquerda”, mas uma gigantesca reorganização do poder em favor das forças da redemocratização.

O próprio PMDB reunia correntes progressistas, moderadas e conservadoras. Tanto que, durante a Assembleia Constituinte, uma parcela importante de seus parlamentares participou do chamado Centrão. Ainda assim, naquele momento histórico, conceitos como democracia, direitos sociais, participação popular, ampliação das liberdades e construção de uma nova ordem constitucional ocupavam o centro da agenda nacional. O Congresso eleito em 1986 produziria a Constituição de 1988.

Quarenta anos depois, o pêndulo mudou de direção.
As eleições de 2026 apresentam uma fotografia quase inversa na correlação de forças. O PL elegeu 121 dos 513 deputados federais, ampliando sua bancada em 24 cadeiras e tornando-se, com enorme vantagem, o maior partido da Câmara. A federação PT-PCdoB-PV ficou com 82 deputados.
No Senado, a mudança é ainda mais impressionante. Das 54 cadeiras disputadas, o PL conquistou 19. Considerados também os parlamentares com mandato até 2030 e as alterações decorrentes das eleições estaduais, a legenda deverá iniciar 2027 com 28 dos 81 senadores, contra nove do PT e oito do MDB. Será a maior bancada partidária no início de uma legislatura do Senado desde a Constituição de 1988.

O simbolismo histórico é extraordinário. Em 1986, o PMDB conquistou 38 das 49 cadeiras senatoriais em disputa; em 2026, o PL conseguiu 19 das 54. São magnitudes diferentes, mas os dois resultados expressam momentos de forte reorganização do sistema político. Em 1986, o partido identificado com a redemocratização ocupava o centro do poder. Em 2026, uma força política de identidade predominantemente conservadora assume a maior bancada das duas Casas do Congresso.

Há, portanto, uma interessante simetria histórica. 1986 foi uma eleição marcada pelo desejo de afastamento da ordem política construída durante o regime militar; 2026 revela o fortalecimento de forças conservadoras depois de quatro décadas nas quais direitos sociais, Constituição de 1988 e agendas progressistas tiveram enorme presença no debate político brasileiro.

Isso não significa que o Brasil tenha permanecido progressista durante quarenta anos, tampouco que tenha se tornado integralmente conservador agora. A história política brasileira nunca foi tão linear. Houve governos de centro, centro-direita, centro-esquerda e coalizões extremamente heterogêneas. O próprio segundo turno presidencial de 2026 ainda será disputado, demonstrando que a sociedade permanece profundamente dividida.
Mas o Congresso que saiu das urnas oferece um dado impossível de ignorar: o conservadorismo deixou de ser apenas uma força de resistência às mudanças e passou a ocupar uma posição central na organização institucional do poder.

Em 1986, o eleitor brasileiro ajudou a enterrar eleitoralmente boa parte da estrutura partidária herdada do regime militar. Em 2026, quarenta anos depois, o eleitorado promove outra mudança de eixo.
A história raramente se repete da mesma maneira. Ela trabalha por movimentos, contradições e reações. O pêndulo que em 1986 se deslocou em direção à redemocratização e à expansão dos direitos agora se movimenta em direção ao conservadorismo.
Quarenta anos depois, não estamos assistindo à repetição de 1986. Estamos assistindo, em muitos aspectos, ao seu movimento inverso.

* João Edisom de Souza – Analista político e professor universitário

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