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Corpo de Bombeiros reforça cuidados para evitar acidentes aquáticos durante lazer

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Com as altas temperaturas registradas em Mato Grosso e o aumento do número de pessoas em rios, cachoeiras, balneários e piscinas, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforça as orientações de segurança para prevenir acidentes aquáticos, especialmente casos de afogamento.

De acordo com dados da Diretoria Operacional do CBMMT, entre janeiro e junho deste ano foram registradas 49 ocorrências de afogamento no estado. O número é inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando houve 64 casos. A redução é atribuída, em grande parte, às ações preventivas e à intensificação das orientações repassadas à população, que têm se mostrado fundamentais para a diminuição dos índices.

O diretor-adjunto da Diretoria Operacional do CBMMT, major BM Felipe Mançano Saboia, destacou que a prevenção é fundamental para evitar tragédias, já que muitos desses acidentes ocorrem por imprudência, falta de atenção ou desconhecimento dos riscos envolvidos. Ele mencionou as principais orientações de segurança e prevenção, voltadas tanto para adultos quanto para crianças.

Segundo o major, um dos erros mais comuns é a falta de supervisão adequada de crianças. Mesmo na presença de guarda-vidas, devem permanecer sempre a um braço de distância dos responsáveis. Isso vale para piscinas, rios e lagos.

Outro alerta importante diz respeito ao mergulho em locais desconhecidos especialmente de cabeça, pois pode haver galhos, pedras ou mudanças abruptas de profundidade, aumentando o risco de lesões graves.

O consumo de bebidas alcoólicas também entra na lista de condutas que devem ser evitadas. “A pessoa pode subestimar os riscos, mergulhar ou nadar embriagada e acabar se afogando, mesmo que saiba nadar”, pontua o major.

Ainda segundo ele, a profundidade da água é outro ponto crucial. Em locais com correnteza ou sem visibilidade, o ideal é permanecer em áreas rasas, com a água no máximo até a cintura. Locais sinalizados e com estrutura de segurança são os mais recomendados para o banho. Mesmo assim, todos os ambientes aquáticos oferecem riscos e exigem atenção redobrada.

“Os pontos de banho mais preparados contam com informações sobre profundidade e risco, mas isso não elimina a responsabilidade de cada banhista em manter a segurança”, explica Saboia.

Se mesmo com todas as orientações alguém presenciar um caso de afogamento, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo número de emergência 193. Tentar realizar o salvamento por conta própria, sem o devido preparo ou equipamentos de segurança, pode colocar a vida do socorrista em risco e resultar em um segundo afogamento. Por isso, a atitude mais segura é acionar os bombeiros militares e, se possível, lançar um objeto flutuante à vítima, mantendo-se fora da água.

Águas Seguras

Além da divulgação de orientações, o CBMMT também tem reforçado a presença de equipes nas regiões com maior fluxo de banhistas, especialmente nos fins de semana, por meio da operação Águas Seguras. A presença dos bombeiros militares, aliada ao comportamento consciente da população, tem sido determinante para evitar tragédias e garantir a segurança de todos.

Durante as operações, as equipes fazem orientações e permanecem de prontidão para emergências. Em casos de afogamento, as equipes atuam de forma rápida e eficiente para salvar as vítimas e dar o encaminhamento adequado à uma unidade de saúde.

Fonte: Governo MT – MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

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A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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