Mato Grosso
Gás natural chega ao Distrito Industrial e destrava nova fase da indústria em Cuiabá
Mato Grosso
Com a inauguração do gasoduto de 39 quilômetros nesta sexta-feira (25.7), o Governo de Mato Grosso deu a Cuiabá um passo histórico rumo à consolidação de uma matriz energética mais limpa, segura e econômica. O novo sistema, que passa a abastecer diretamente as indústrias do Distrito Industrial, representa não apenas a realização de um projeto aguardado há mais de duas décadas, mas também um divisor de águas no processo de industrialização da Capital de Mato Grosso.
Fruto de um investimento de R$ 40 milhões do Governo do Estado, o gasoduto foi viabilizado a partir de um contrato firme de fornecimento com a Bolívia. O gás, além de mais barato, chega canalizado, o que elimina os custos com compressão e descompressão enfrentados por empresas que dependem de gás transportado por caminhões.
“É um dia histórico para o setor produtivo. O gás chega diretamente às empresas, reduz custos, aumenta a competitividade e abre caminho para novos investimentos”, afirmou o governador Mauro Mendes, durante a cerimônia.
A nova infraestrutura beneficia, de imediato, três indústrias já conectadas à rede: Sanear, Greca Asfaltos e Milan Móveis. Ao todo, a MT Gás tem sete contratos assinados e mais de 30 estão em processo de adesão, conforme destacou o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues. A capacidade é de atender até 260 empresas e distribuir até 186 mil m³ de gás natural por dia.
“Temos uma energia que é mais eficiente, mais prática de ser utilizada e com certeza vai gerar economia para as empresas gerando competitividade para elas aqui dentro do distrito industrial. Então hoje é um dia muito importante, que o governador Mauro Mendes tirou isso do papel. O projeto ficou pronto no ano passado e, por determinação do governador, só seria ativado quando a primeira empresa estivesse apta para usar. Esse momento chegou, e agora começamos a colher os frutos”, afirmou.
A perspectiva é de impacto direto na competitividade das indústrias locais, com redução de custos operacionais e aumento da atratividade da região para novos empreendimentos. A substituição de fontes energéticas como óleo diesel por gás natural também melhora os indicadores ambientais das empresas, facilitando o acesso a linhas de crédito sustentáveis e certificações ESG.
Governo de quebra de paradigmas
O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que o fornecimento estável do gás era a peça que faltava para destravar o pleno funcionamento do Distrito Industrial.
“Durante anos, o gás chegou a Cuiabá, mas nunca entrava nas fábricas. Agora, isso muda. O que era promessa virou realidade, e isso se traduz em empregos, renda e mais arrecadação para o Estado”, disse César Miranda, que destacou ainda que este é mais um dos projetos que o Governo do Estado quebrou paradigmas, como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), a construção do Hospital Central e a duplicação da BR-163.
Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, que tem vínculos familiares com a origem do projeto, o momento é de resgate histórico.
“Meu avô criou o Distrito Industrial, meu pai trabalhou para viabilizar o gasoduto nos anos 1990, mas só agora, com a liderança de Mauro Mendes, isso se tornou uma política de Estado consolidada”.
Para a senadora Margareth Buzetti, empresária e vice-presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial, o fornecimento contínuo de gás é uma alavanca para a reindustrialização de Cuiabá.
“Estamos falando de um salto de produtividade e de geração de empregos. O distrito está mais competitivo, mais seguro, com infraestrutura de verdade. Isso atrai novos negócios”.
O contrato com a Bolívia prevê, inclusive, compensação futura em caso de consumo inferior ao volume contratado, assegurando o equilíbrio econômico-financeiro do projeto no longo prazo. Além do setor industrial, a expectativa é que o gás canalizado alcance futuramente postos de combustíveis, reduzindo o custo do GNV e beneficiando diretamente o consumidor final.
Com essa entrega, o governo estadual fortalece a posição de Mato Grosso como o estado que mais cresce no país, agora com energia mais limpa, previsível e acessível para sustentar seu novo ciclo de desenvolvimento econômico.
Também estiveram presentes os deputado estaduais Júlio Campos, Carlos Avallone, Diego Guimarães, Wilson Santos, os secretários estaduais de Segurança Publica, coronel PM César Roveri; de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, o presidente da MT Par, Wener Santos, a CEO da MS Gás, Cristiane Schmidt, além da ex-primeira dama de Mato Grosso, Maria Lígia Borges Garcia, empresários e representantes de entidades.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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