Polícia
Polícia Civil prende homem por violência doméstica e dois suspeitos de ligação com facção criminosa em Pedra Preta
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Três homens, um deles autor de violência doméstica e outros dois suspeitos de integrar organização criminosa, foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (22.7), durante ação realizada pelos policiais da Delegacia de Pedra Preta.
O suspeito, de 32 anos, foi detido após invadir a residência de sua ex-companheira, de 28 anos, e agredi-la violentamente com uma faca, causando lesões no ombro e nas mãos da vítima, além de marcas no pescoço em razão de estrangulamento.
A prisão do agressor ocorreu após a vítima procurar a delegacia, relatando que o ex-companheiro pulou o muro da casa, arrombou a porta e iniciou as agressões físicas e verbais. Após conseguir desarmá-lo, a vítima correu para a rua, onde foi amparada por vizinhos. O suspeito fugiu em seguida, utilizando um veículo Corsa branco.
A mulher relatou ainda que o ex-companheiro, com quem foi casada por dois anos, já a vinha perseguindo de forma insistente, inclusive por meios eletrônicos, causando-lhe medo e comprometendo sua integridade física, psicológica e sua liberdade.
Após o registro da ocorrência, a equipe de investigadores da delegacia iniciou diligências e localizou o suspeito em sua residência. No local, estavam também dois homens, de 36 e 23 anos, em atitude suspeita na calçada. Um deles tentou destruir o aparelho celular ao perceber a presença policial. Ambos foram abordados, revistados e encaminhados à delegacia.
Durante a apuração, foi constatado que os dois homens têm envolvimento com uma facção criminosa. Em depoimento, o agressor informou que os dois indivíduos estavam ali para lhe aplicar um “salve”, espécie de punição interna aplicada por facções criminosas e que temia pela sua vida.
Os três suspeitos foram interrogados e autuados em flagrante pelos respectivos crimes, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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