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Investigação da Polícia Civil de Mato Grosso culmina na prisão de estelionatário que aplicava golpes em MT e RO

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Uma investigação realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Comodoro, culminou na prisão de um homem, de 41 anos, que estava foragido da Justiça, desde 2024. A prisão ocorreu no último sábado (5.7), em Espigão D’Oeste, pela Polícia Civil de Rondônia.

No inquérito policial (IP) realizado pela Polícia Civil de Mato Grosso, o homem foi apontado como autor de diversos crimes de estelionato em ambos os estados e que se utilizava de documentos e identidades falsos para aplicar golpes na venda de veículos.

De acordo com a apuração policial, o criminoso utilizava o nome falso de “Cleiton Amorim” e outros nomes para ludibriar suas vítimas. Ele se apresentava como comprador interessado em veículos anunciados nas redes sociais, especialmente no Facebook.

O golpe consistia em negociar a compra dos veículos. Para isso, o indiciado realizava depósitos bancários por meio de cheques sem fundos ou documentos bancários falsos, com o suposto valor creditado. A vítima, acreditando na boa-fé da negociação, entregava o veículo e providenciava a transferência de propriedade junto ao Departamento de Trânsito (Detran) e ao cartório, utilizando os documentos fraudulentos em nome do falso comprador.

Um dos casos que chamou atenção foi de um idoso, de 60 anos, que vendeu seu automóvel Fiat Siena por R$ 22 mil reais. Após a confirmação bancária, ele transferiu o veículo e entregou as chaves. Pouco depois, descobriu que o depósito era fraudulento e que havia caído em um golpe. O suspeito bloqueou os contatos e desapareceu com o carro.

Em outra fraude, o criminoso aplicou o mesmo golpe na venda de uma caminhonete S10, avaliada em R$ 63 mil reais, com a mesma forma de ação: depósito falso e transferência com uso de documentos falsificados.

As investigações comprovaram que o agente criminoso agia de forma reiterada, utilizando-se de documentos falsos não apenas para aplicar os golpes, mas também para efetuar a transferência dos veículos no Detran e em cartórios, cometendo assim, além do estelionato, crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso.

O delegado Mateus Almeida Oliveira Reiners, responsável pelo caso, destacou que o inquérito policial reuniu provas contundentes, que embasaram a denúncia do Ministério Público e o pedido de prisão preventiva, posteriormente decretada pela Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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