Política
Assembleia debate regularização de repasses a entidades filantrópicas e garante apoio às APAEs e Pestalozzis
Política
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) debateu, em audiência pública, nesta terça-feira (8), a situação dos termos de fomento firmados entre o Estado e entidades filantrópicas, como APAEs e Pestalozzis. A audiência foi realizada no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour e contou com a presença do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e de representantes de diversos municípios, como Canarana, Cotriguaçu, Juina, Água Boa, Comodoro e Nova Xavantina.
Requerido pelo primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), o debate atendeu aos anseios das entidades preocupadas com a execução e a continuidade das parcerias formalizadas por meio dos termos de fomento, instrumento jurídico que estabelece a transferência de recursos financeiros do governo estadual, para a execução de projetos das entidades. Elas pedem mais agilidade nos repasses para garantir o atendimento a pessoas com deficiência e transtorno do espectro autista (TEA), público que tem crescido significativamente nos últimos anos.
O deputado Dr. João explicou que o Estado está finalizando o cadastramento das APAEs e Pestalozzis para regularizar os repasses. Segundo ele, a maioria das instituições já começou a receber os recursos regularmente e as demais estão com o processo de cadastramento em andamento.
“O cadastramento está sendo feito aos poucos, mas a maioria das entidades já está recebendo em dia. É um trabalho importante para organizar tudo e garantir que nenhuma fique de fora. Essas instituições são fundamentais para nossa sociedade”, afirmou.
Foto: Luciano Campbell/ALMT
O diretor-presidente da APAE Cuiabá, Leonardo Arruda, questionou se a elaboração do edital e a assinatura dos novos termos de fomento foram responsáveis pelo atraso no início dos pagamentos. Segundo ele, durante os seis meses sem recursos do Estado, as entidades filantrópicas precisaram buscar alternativas para manter os colaboradores, dividindo os salários entre recursos municipais e outras fontes.
“Durante seis meses nós ficamos sem receber porque não havia nenhum termo assinado com a Seduc. Agora que os convênios foram assinados, queremos dialogar para garantir o pagamento retroativo e discutir novos valores para os próximos anos, assegurando a continuidade e qualidade do atendimento”, disse.
A presidente da Federação das APAEs de Mato Grosso (Feapaes-MT), Silvia Artal, reforçou o pedido por mais recursos e sugeriu uma mesa de negociação junto ao governo. “Juntos precisamos encontrar solução para melhorar o repasse desses recursos financeiros”, afirmou.
A presidente da Associação Pestalozzi de Juina, Inae Cardoso Dalla Valle, destacou a importância do trabalho realizado e a dificuldade para manter as atividades diante do atraso nos repasses. Lembrou ainda que a entidade atende atualmente 205 alunos, sendo mais de 90 autistas.
“Nosso trabalho é dar o melhor, a assistência que eles merecem como cidadãos. Só quem tem na família um autista ou uma pessoa com deficiência sabe o valor disso. Mas a burocracia ainda impera e os recursos chegam atrasados. Esperamos que esse diálogo com a Assembleia e o Estado ajude a destravar esses pagamentos para que possamos continuar esse serviço essencial”, afirmou Inae.
Sobre o atraso nos repasses, o secretário de Estado de Educação (Seduc), Alan Porto, informou que, das 62 entidades que apresentaram documentação à Seduc, apenas cinco ainda não receberam, devido a pendências em certidões fiscais e contábeis. Ele ressaltou que todas as entidades com documentação regular já tiveram os pagamentos efetuados e que os valores por aluno foram atualizados após mais de 10 anos sem reajuste, passando para R$ 150 em 2023, com previsão de R$ 175 no orçamento atual. Ao todo, 6.120 alunos são atendidos.
Outra novidade prevista no edital, segundo Porto, é que, além de garantir os salários dos professores, às entidades também poderão utilizar os recursos para manutenção dos prédios e compra de materiais pedagógicos. Sobre o intervalo de seis meses sem repasses no início do ano, explicou que se tratou de um período necessário para adequação às novas regras, com chamamento público e maior transparência.
“Chamamos todas as instituições, fizemos um workshop com elas, apresentamos o edital, mas a novidade é que os recursos poderão ser utilizados para o pagamento retroativo. Já autorizei e informei todas as instituições. Hoje não existe nenhuma pendência para quem apresentou a documentação correta. Os repasses estão sendo feitos dentro do cronograma e com valores atualizados, garantindo condições para que as instituições ofereçam um serviço de qualidade aos estudantes”, garantiu Porto.
Fonte: ALMT – MT
Política
Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.
Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.
“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.
Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.
“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.
A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.
Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.
O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.
As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.
-
Economia7 dias atrásAssembleia com futuros moradores do Residencial Jardim Califórnia foi realizada nesta quarta (7)
-
Esportes6 dias atrásSavarino faz três, Fluminense goleia o Coritiba e assume o terceiro lugar do Brasileirão
-
Política7 dias atrásPL garante atendimento odontológico a crianças, idosos e pessoas acolhidas em MT
-
Esportes6 dias atrásFlaco López marca, Palmeiras vence o Bahia e colar no líder Flamengo
-
Cultura7 dias atrásCanadense Anne Carson vence Nobel de Literatura
-
Saúde2 dias atrásMoradores denunciam doces e salgadinhos vencidos em festa infantil em MT
-
Economia6 dias atrásPrefeitura de Sinop avança na proteção às mulheres com conquista de Centro de Referência da Mulher Brasileira
-
Polícia6 dias atrásPrevenção e cuidado marcam ação do Outubro Rosa no MPMT
