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Polícia Civil prende 10 faccionados em operação contra tráfico de drogas e extorsão a comerciantes

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A Polícia Civil, por intermédio da delegacia de Pedra Preta, deflagrou nesta quinta-feira (3.7), a operação “Hidra de Lerna”, visando cumprir 22 ordens judiciais contra suspeitos que são investigados por integrarem uma facção criminosa e por praticar crimes de tráfico de drogas e de extorsão aos comerciantes.

Os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, dez mandados de prisão preventiva, além de uma medida cautelar de indisponibilidade de contas correntes e bloqueio de valores no montante de R$100 mil reais.

Foram presas 10 pessoas, apreendidos vários aparelhos celulares, uma motocicleta de grande cilindrada, além de cigarros contrabandeados do Paraguai, produto que é distribuído pela facção criminosa. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Pedra Preta, Primavera do Leste e Cuiabá.

A operação foi coordenada pelo delegado de Pedra Preta, Felipe Neto, e contou com apoio de mais de 40 policiais civis da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), 1ª Delegacia de Polícia, Delegacia de Itiquira, da Regional de Rondonópolis e de Primavera do Leste.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Júri condena mercenários a mais de 71 anos de prisão

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Os réus Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva, apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como integrantes de um grupo de extermínio que atuava mediante ações de mercenários na região metropolitana de Cuiabá, foram condenados, na última quinta-feira (8), pelo Tribunal do Júri a penas que somam 71 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado.
Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Jefferson Fátimo da Silva foi condenado a 33 anos e 3 meses. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.
Os dois réus foram condenados pela participação no homicídio qualificado de Fábio José Brandão da Silva e por duas tentativas de homicídio qualificadas contra Edivaldo Henrique Pereira Mendes e Wanderson Diego Pereira Laranja.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena decorrente da atuação em grupo de extermínio.
Conforme a denúncia do MPMT, os crimes ocorreram na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente ao ponto “Moto Táxi Cohab Cristo Rei”, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As vítimas estavam reunidas quando foram surpreendidas por disparos efetuados a partir de uma ação planejada por integrantes da organização criminosa.
Fábio José Brandão da Silva morreu no local. Já Edivaldo Henrique Pereira Mendes foi atingido por um disparo nas costas e sobreviveu após atendimento médico, enquanto Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu fugir sem ser baleado.
De acordo com as investigações, Jefferson Fátimo da Silva forneceu o veículo utilizado pelos executores para chegar ao local do crime, enquanto Claudiomar Garcia de Carvalho foi responsável por disponibilizar a pistola utilizada nos homicídios.
O Ministério Público demonstrou que ambos integravam uma estrutura criminosa voltada à execução de pessoas consideradas, pelos próprios integrantes do grupo, como envolvidas com atividades ilícitas. A organização agia à margem da lei, promovendo uma espécie de “tribunal do crime” e executando suas vítimas em ações características de grupo de extermínio.
Segundo a denúncia, os crimes tiveram como motivação um suposto sentimento de vingança e o propósito de realizar uma “limpeza social”, circunstância reconhecida pelos jurados ao acolherem a qualificadora de motivo torpe. Também ficou comprovado que o ataque foi realizado de forma repentina, dificultando qualquer possibilidade de defesa das vítimas.
A sentença foi proferida pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Marcos Faleiros da Silva, em conformidade com o veredicto do Conselho de Sentença.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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