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Polícia Civil prende homem por matar ex-namorada a facadas em Jaciara
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A Polícia Civil, por meio das Delegacia de Jaciara e com apoio da Delegacia de Alto Araguaia, prendeu, na tarde desta sexta-feira (27.6), um homem, de 47 anos, suspeito de assassinar a ex-namorada, Andreia Ferreira de Souza, 32 anos.
A vítima foi assassinada a facadas dentro de sua casa, no Bairro Leblon, em Jaciara, por volta de 4h30 desta sexta-feira (27.6). Ela chegou a ser socorrida com vida e levada para o Hospital Municipal, com perfurações no tórax, no abdômen, pernas e braços. Porém, não resistiu aos ferimentos e morreu.
O suspeito fugiu após o crime. Imagens de câmeras de segurança mostram ele andando na rua com uma faca na mão.
Assim que acionada, a Polícia Civil deu início às investigações do caso. Equipes da Delegacia de Jaciara, da Delegacia de Alto Araguaia, da Polícia Militar de Alto Araguaia e da Polícia Rodoviária Federal realizaram uma força tarefa e o suspeito foi localizado por volta das 16h, na BR-364, entre Alto Garças e Alto Araguaia.
“A Polícia Civil realizou diversas diligências, inclusive buscando câmeras de segurança próximas ao local dos fatos e testemunhas, que foram ouvidas, inclusive a que estava presente no local e o filho da vítima. Com isso, o suspeito foi identificado e preso em pouco tempo”, disse o delegado José Ramon Leite, responsável pela investigação do caso.
Segundo o delegado, a motivação do crime foi ciúmes. O suspeito era ex-namorado da vítima e, ao vê-la na companhia de outro homem, ficou com ciúmes e a esfaqueou.
O homem que estava com Andreia no momento no feminicídio também foi esfaqueado, mas sofreu apenas ferimentos leves e não buscou atendimento médico.
O suspeito vai ser recambiado para Jaciara, onde será interrogado pela Delegada do Núcleo de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Vulneráveis, Michele Castro Reis de Siqueira. As investigações continuam para a conclusão do inquérito.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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